MENSAGEM: DIA DO PADRE

domingo, 1 de agosto de 2010

Por: Dom Osvaldo Giuntini (bispo de Marília-SP)

Celebrar a memória de São João Maria Vianney, Presbítero, é reviver a motivação do Ano Sacerdotal, inaugurado pelo Papa Bento XVI, que o projetou como um marco a todos os padres, tornando-o referência obrigatória de autêntico seguidor de Jesus. Sua festa é celebrada no dia 4 de agosto, na abertura do mês vocacional. Mais do que ninguém, o Cura D' Ars entendeu e viveu a missão sacerdotal como prova máxima do amor do Coração de Jesus, tema refletido neste Ano Sacerdotal. Por isso, tornou-se modelo do clero paroquial e Bento XVI o constituiu também, patrono de todos os sacerdotes, que consagram sua vida a Deus no serviço ao seu povo, mesmo que não sejam párocos, mas que se dedicam a um serviço na Igreja, que é o Reino de Deus na Terra.

Sua biografia é conhecida pelos padres que percorrem idêntico processo formativo e muitas vezes enfrentam dificuldades para atingir o ideal que o Se-nhor lhes propõe. Conforme os hagiógrafos, São João Maria Vianney nasceu em Dardilly (Lyon), numa família de agricultores, em 1786. Origem modesta, superada pela firmeza de vontade, que marcou toda a vida, como prova de que Deus olha e ajuda os humildes, conscientes de seus limites e confiam no poder diyino. Apesar das dificuldades, originadas de uma formação escolar básica deficiente, João Maria foi ordenado presbítero em 1815. A santidade é uma graça que faz transparecer o poder divino na fraqueza humana, desde que a pessoa deixe Deus atuar em sua vida. No início de seu ministério. atuou em Ecully, perto de Lyon, como vigário do Pe. Balley, que o ajudara, com todas as suas forças, durante o período formativo inicial, a enfrentar todos os reveses. O Senhor age em nossas vidas através de pessoas movidas pela graça para atingir seus objetivos divinos.

Cidade de Ars, França
Sua nomeação Ars uma cidadezinha de menos de menos de trezentos habitantes, aceita como a vontade de Deus em seu ministério inicial, deu-lhe oportunidade de revelar sua santidade. Entregou-se à evangelização pelo testemunho de bondade e da caridade. Sua pastoral foi simples e profunda, celebrava a Eucaristia, pregava a Palavra de Deus e atendia confissões. Aos poucos, foi atraindo multidões e pessoas importantes que sentiam a presença de Deus nesse homem simples.

Neste dia, 4 de agosto, celebra-se, então, o Dia do Padre, figura venerada nas comunidades eclesiais, mas também questionada pelas pessoas que não vivem a fé e não emendem como um homem consegue viver a vida toda só para Deus, mesmo quando trata de coisas materiais. O Pe. Augusto César Pereira diz que o celibato sacerdotal constitui-se numa verdadeira profecia dos tempos modernos. Afirma que consagrar-se ao amor do povo é uma opção que a sociedade egoísta não tem como entender. Não é contra a natureza humana, é viver as energias da natureza humana canalizadas para o amor gratuito.

"O celibato sacerdotal é um espinho na sociedade sexualizada. Mergulhada no sexo 'adoidado', a sociedade não tem condição de avaliar o dom sublime que lhe escapa à compreensão. Então procura aliviar a própria consciência execrando aquilo que reflete a dignidade do patamar ao qual a pessoa humana é chamada a viver", diz o Pe. Augusto César.

A diocese de Marília cumprimenta todos os Seus padres, reconhece seu valor e dedicação na Igreja e na sociedade e pede que as comunidades os apóiem em seus serviços.

Fonte: Jornal "No Meio de Nós", da diocese de Marília-SP (ago/2010)
Para saber mais sobre D. Osvaldo Giuntini, visite http://www.diocesedemarilia.org.br/bispos_dosvaldo.htm

1 comentários:

Ian Farias disse...

A história de São João Maria Vianney é belíssima.
Veemente é o apelo que dela ecoa, e veemente são também os ensinamentos que nossão propostos.

A nós cabe rezarmos pelos nossos sacerdotes, pedindo que o Espirito Santo possa torná-los verdadeiros pastores a serviço do povo de Deus.

Também nos cabe, e digno de muita recordação, o apelo à mudança de vida. Deixando-nos radicar nos ensinamentos de Jesus, que perpassam esses milênios e sempre serão presentes no mundo e em nós.

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