O Evangelho de Mateus: chegou o Messias!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

QUEM era este Mateus, escritor do Evangelho que leva seu nome? Era judeu humilde, honesto e bem instruído, a quem Jesus escolheu para ser um de seus doze apóstolos.
Era homem humilde? Sim, porque o próprio Mateus revela candidamente que havia sido um dos cobradores de impostos, muito desprezados pelos judeus daquele tempo. Dessemelhante de muitos daqueles cobradores de impostos, Mateus deve ter sido honesto. Do contrário, seria chamado por Jesus para ser seu seguidor, enquanto ainda estivesse sentado na sua coletoria? E deve ter recebido boa instrução, porque os eruditos dizem que o grego de seu Evangelho está entre os melhores encontrados no Novo Testamento. Evidentemente, usou de bom discernimento no que registrou.
Onde escreveu Mateus seu Evangelho? Em vista de seu objetivo, mui provavelmente foi escrito na Palestina. E qual era seu objetivo ao escrevê-lo? Provar que Jesus Cristo deveras era o Messias. Isto é confirmado por fazer ele cerca de cem referências ao Velho Testamento. Ele faz especialmente questão de mostrar como Jesus cumpriu aqueles textos, desde a sua citação de Isaías 7,14, a respeito de Jesus nascer duma virgem, até a sua citação de Zacarias 11,13, referente a Jesus ser traído por trinta moedas de prata. — Mat. 1,23; 27,9.
Em que língua escreveu Mateus seu Evangelho? A evidência externa é que primeiro o escreveu em hebraico. Era natural que fizesse isso, visto que seu objetivo evidentemente era ajudar seus conterrâneos a identificar Jesus como sendo o Messias. Evidentemente, também era do seu propósito que seu Evangelho servisse como elo de ligação com o VT.
Alguns objetam ao conceito de que Mateus escreveu originalmente em hebraico, afirmando que o grego do Evangelho de Mateus tem leitura suave demais para ser uma tradução. Pois bem, a resposta a esta objeção bem que pode ser que o próprio Mateus fez a tradução, quando viu que havia verdadeira necessidade disso, fazendo-o sob a orientação do Espírito Santo de Deus.
Segundo o mais antigo testemunho tradicional disponível, Mateus escreveu seu Evangelho por volta de 41 d.C.. Não há nada no seu Evangelho que contradiga este testemunho. Parece que Mateus achou urgente anotar todos os fatos em apoio da verdade de que Jesus era o Messias; ele podia reconhecer a grande ajuda que isto seria no cumprimento da comissão dada por Jesus, de fazer discípulos em todas as nações, batizando-os. Por isso verificamos que Mateus escreveu seu Evangelho uns quinze anos ou mais antes de Lucas e Marcos escreverem os seus. A data de 41 d.C. É encontrada em manuscritos tão antigos como do décimo século.
De fato, não são poucos os eruditos que objetam a uma data tão primitiva referente ao Evangelho de Mateus, porque Mateus e Marcos têm muita coisa em comum, e eles teorizam que o Evangelho de Marcos, sendo mais curto, veio primeiro. Mas, o Evangelho de Mateus de modo algum é apenas uma ampliação do de Marcos. Conforme se observou muito bem, a similaridade entre os dois pode ser muito bem explicada por Pedro ter tido um exemplar do Evangelho de Mateus e o ter usado na sua pregação. Marcos, incorporando partes do que Pedro disse, escreveria assim muito do que Mateus escreveu.
Quanto do Evangelho de Mateus é exclusivo? Cerca de 42 por cento de seu conteúdo. Mateus menciona o Reino muito mais vezes do que os outros, 50 vezes. A expressão “o reino dos céus”, usada muitas vezes em vez de “o reino de Deus”, é exclusiva dele. Além disso, ele nos apresenta dez parábolas, que os outros não apresentam, e é mais explícito nos algarismos. É típico que só ele nos diga que Jesus foi traído por trinta moedas de prata. Sua preocupação com algarismos exatos pode muito bem dever-se a ele ter sido cobrador de impostos.


INSTRUÇÕES SOBRE A PREGAÇÃO
Depois de contar mais sobre milagres de Jesus e a pregação dele, Mateus, no capítulo 10, apresenta-nos as extensas instruções de pregação que Jesus deu aos seus doze apóstolos. Contém jóias tais como: “De graça recebestes, de graça dai”, “mostrai-vos cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas”, e “não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma”. — Mat. 10,8, 16.28.
A seguir, ficamos sabendo de Jesus louvar a João Batista e de ele repreender as cidades galiléias onde pregara, por causa de sua descrença. O capítulo 11 conclui com essas belas palavras consoladoras: “Vinde a mim, todos os que estais  cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e tornai-vos meus discípulos, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave e minha carga é leve.” — Mat. 11,28-30.
No capítulo 12 lemos verdades salientes tais como: “Toda . . . casa dividida contra si mesma não permanece”, “quem comigo não ajunta, espalha” e “é da abundância do coração que a boca fala.” — Mat. 12,25.30.34.

O Evangelho de Mateus é meu preferido. Que possamos sempre retirar tesouros de sabedoria desta pérola das Escrituras.

Fonte: w76

1 comentários:

Ygor disse...

O Evangelho de Mateus também é meu preferido. Interessante o texto. Gostei do seu Blog.

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