Será que a pornografia é tão ruim assim?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Como vimos, a Internet facilitou o acesso à pornografia tanto para adultos como para crianças. Será que isso é motivo de preocupação? A pornografia é mesmo tão ruim?
Muitos acham que um contato ocasional com pornografia é inofensivo. Mas os fatos mostram que não é bem assim. Por exemplo, certo casal parecia ter um casamento ideal. Eles tinham estabilidade financeira e gostavam de viajar. Os amigos os achavam achegados, afetuosos e dedicados — e em muitos aspectos eles realmente o eram.
Porém, quando o marido passou a ver pornografia, surgiram problemas. Escrevendo para uma colunista popular, a esposa apreensiva descreveu suas preocupações: “Quando começou a gastar muito tempo no computador no meio da noite e de manhã cedo, [meu marido] me dizia que fazia ‘pesquisas’. Um dia de manhã, entrei de surpresa e o peguei olhando [pornografia] . . . Ele disse que era só por curiosidade. Quando observei melhor o que ele estava olhando, fiquei enojada. Ele ficou envergonhado, prometeu parar e eu acreditei. Ele sempre foi um homem honesto, um homem de palavra.”
Como esse homem, muitos de início ficam envolvidos com pornografia por curiosidade. Preocupados em não serem descobertos, eles se conectam com a rede tarde da noite ou de manhã cedo. Se são apanhados, muitas vezes tentam esconder o que estão fazendo com mentiras, como fez o homem citado acima. Pode-se razoavelmente chamar de inofensivo um “passatempo” que faz “um homem de palavra” se esgueirar pelo meio da noite e mentir para as pessoas que ama?
Essa prática pode gerar graves problemas pessoais e familiares. Alguns admitem que olhar pornografia os impediu de desenvolver relacionamentos achegados. Não querem ninguém por perto quando satisfazem sua paixão por pornografia. As pessoas tendem a fantasiar quando olham pornografia e fantasias não ajudam ninguém a cultivar relacionamentos fortes ou a enfrentar a vida no mundo real. Pode um passatempo que afasta a pessoa dos que a amam ser realmente inofensivo?
Em alguns casos, a pessoa que olha ou lê pornografia até tem dificuldades de desfrutar as relações sexuais normais com o cônjuge. Para entender por que, analise o propósito original de Deus para os casados. De forma amorosa, ele deu a maridos e esposas a possibilidade de expressar prazerosamente o seu amor por meio de relações sexuais honrosas. Provérbios 5,18-19 mostra que elas deveriam dar prazer:
“Alegra-te com a esposa da tua mocidade . . . Inebriem-te os seus próprios seios todo o tempo. Que te extasies constantemente com o seu amor.”
Note que o amor deveria ser a base das relações sexuais. Será que a pessoa que olha pornografia está cultivando um vínculo achegado de amor e intimidade? Não, ela está satisfazendo seus próprios desejos sexuais, em muitos casos, sozinha. Um homem casado que olha pornografia pode começar a encarar a esposa apenas como objeto, alguém que só existe para satisfazer seus desejos. Uma atitude dessas está em nítido contraste com o propósito do Criador de que o homem tratasse a mulher com dignidade e a honrasse. (1 Pedro 3,7) É benéfica uma prática que interfere nos aspectos mais íntimos do casamento?
Alguns pretendiam ver pornografia apenas ocasionalmente, mas acabaram viciados. Uma escritora observou: “Assim como os toxicômanos precisam de drogas cada vez mais potentes para ficar ‘altos’, os consumidores de pornografia precisam ter experiências cada vez mais intensas para conseguir a mesma euforia.”
Aparentemente foi isso que aconteceu com o marido mencionado no início deste artigo. Uma tarde, meses depois de ele ter prometido parar de olhar pornografia, a esposa voltou para casa e o encontrou no computador. Ela percebeu, pelo seu comportamento, que havia algo errado. “[Ele] parecia muito nervoso e perturbado”, ela escreveu. “Quando olhei no computador, confirmei que ele tinha visto material incrivelmente obsceno. Ele disse que havia sido sincero quando prometera parar, mas simplesmente não conseguira ficar longe da pornografia.”
Em vista do mal que a pornografia pode causar e de sua grande disponibilidade, há muitas razões para nos preocuparmos com o assunto. Como pode proteger a si mesmo e os seus filhos?

Extraído de revistas cristãs

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