Exclusividades do Evangelho segundo S. João

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

São seis dos milagres de Jesus. Entre estes há o primeiro milagre de Jesus, a transformação de água em vinho, na festa de casamento de Caná, o restabelecimento da vista dum homem cego de nascença, a ressurreição de Lázaro dentre os mortos e fazer com que seus discípulos fizessem uma grande pescaria, após a ressurreição dele. Também, apenas João fala sobre Jesus purificar o templo dos vigaristas religiosos, no começo do seu ministério. Além disso, é só do Evangelho de João que ficamos sabendo que o ministério terrestre de Jesus deve ter durado mais de três anos, por causa de sua referência às festividades a que Jesus assistiu, em especial as Páscoas.
Além disso, João é o único escritor evangélico que nos familiariza com o fato de Jesus ser Deus. Ele inicia seu Evangelho com esta verdade de máxima importância: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Era ele quem estava com Deus no princípio. Tudo veio à existência por meio dele, e à parte dele nada veio a existir.”  E depois de dizer que “o Verbo se fez carne”, João fornece-nos o testemunho de João Batista no mesmo sentido: “Ele existiu antes de mim.” — João 1,1-4, 14.29.30.

João registra também o testemunho do próprio Jesus neste respeito. Assim, Jesus disse a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu exceto o Filho do Homem que desceu do céu.” Mais tarde, Jesus disse aos seus ouvintes: “Eu sou este pão vivo que desceu do céu.” “O que se daria se vísseis o Filho do Homem subir para onde estava antes?” Apresentou também o mesmo argumento ao dizer aos seus opositores religiosos: “antes de Abraão existir, EU SOU!” E as palavras de Jesus ao seu Pai celestial são igualmente explícitas: “Dá-me a honra, na tua presença, que eu tive ali antes de o mundo existir.” — João 3,13; 6,51, 62; 8,58; 17,5.
Embora João não registre, estritamente falado, o que se chama parábolas, ele nos fornece exclusivamente coisas com as quais Jesus foi comparado ou com as quais se comparou. Jesus é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E Jesus chamou a si mesmo de “a porta”, “o pastor excelente”, “o caminho” e “a verdadeira videira”.
Combinando com a sublime apresentação do Filho de Deus feita por João, ele traz à nossa atenção o uso repetido que Jesus fez de palavras tais como “testemunho”, “verdade”, “luz”, “vida” e “amor”. Por exemplo, verificamos que o Evangelho de João usa o termo “testemunho” duas vezes mais do que os outros três Evangelhos em conjunto, sendo especialmente dignas de nota as palavras de Jesus a Pôncio Pilatos: “Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.” — João 18,37; 1,7-8; 8,14.17.18.
O Evangelho de João impressiona-nos também com a importância da “verdade”, a qual é mencionada com três vezes mais freqüência do que nos outros três Evangelhos em conjunto. Temos nele as palavras de Jesus: “Deus é Espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade.” “Se permanecerdes na minha palavra, . . . conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” “Santifica-os por meio da verdade; a tua palavra é a verdade.” Sim, Jesus “estava cheio de graça e de verdade”. — João 4,23, 24; 8,31-32; 17,17; 1,14.17.
Os termos “luz” e “vida” igualmente são encontrados muito mais vezes no Evangelho de João do que nos outros três em conjunto. Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo.” Seus discípulos haviam de ser “filhos da luz”. (João 8,12; 12,36) E não só era Jesus a “vida”, mas Deus enviou seu Filho ao mundo para que aqueles que tivessem fé nele pudessem obter “vida eterna”. E “Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste". — João 14,6; 3,16; 17,3.



A ÊNFASE NO AMOR (AGAPE)
De modo similar, verificamos que o Evangelho de João menciona mais vezes agape, a espécie de amor que é altruísta e segundo princípios, do que os outros três Evangelhos em conjunto. Deus “amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito”. Jesus ‘amou seus discípulos até o fim’. Mostrou a que nos induzirá o amor: “Se me amardes, observareis os meus mandamentos.” Qual é a maior expressão de amor? ‘Ninguém tem maior amor do que este, que alguém dá a sua vida a favor de seus amigos.” — João 3,16; 13,1; 14,15; 15,13.
Logicamente, é João quem nos fala de Jesus dar o amor como sinal identificador dos verdadeiros cristãos: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13,34.35) É também João quem registra em pormenores a oração de Jesus, a qual declara que ele e seus discípulos “não fazem parte do mundo”, concluindo com as palavras de Jesus: “Eu lhes tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles.” — João 17,16.26.
E qual foi a pergunta que Jesus fez ao apóstolo Pedro, aquele que havia tomado a dianteira entre os doze enquanto Jesus ainda estava com eles e que seria o primeiro a tomar a dianteira após a ascensão de Jesus ao céu? “Amas-me mais do que estes?” “Amas-me?” “Tens afeição por mim?” Assegurando-lhe Pedro que deveras amava seu Amo, que tinha afeição por ele, Jesus deu-lhe a admoestação de despedida: “Apascenta as minhas ovelhinhas.” — João 21,15-17.
Em vista do que João nos conta e da maneira em que o faz, podemos reconhecer por que seu registro, escrito tanto tempo depois dos outros Evangelhos, é a parte mais amplamente publicada da Bíblia. Milhares de milhares de exemplares dele foram impressos separadamente e distribuídos à parte da Bíblia inteira, embora o Evangelho de Marcos, por ser a narrativa mais curta do ministério terrestre de Jesus, seja a parte mais amplamente traduzida da Bíblia. Com o Evangelho de João é como se o vinho mais excelente viesse no fim, assim como por ocasião do primeiro milagre de Jesus. — João 2,10.
Quão gratos podemos ser de ter quatro narrativas diferentes da vida e das obras de Jesus! Mateus apresenta Jesus como o prometido Messias, cumprindo profecias do Velho Testamento; Marcos retrata Jesus como homem de ação, falando de um milagre maravilhoso após outro; Lucas mostra Jesus como Salvador compassivo e bondoso; e o amado João apresenta Jesus como o Verbo, a dádiva amorosa de Deus à humanidade, que desceu do céu para dar testemunho da verdade, e como Pastor amoroso. Deus fez que tudo isso fosse escrito, a fim de que ‘crêssemos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que, por crermos, tivéssemos vida eterna por meio do seu nome’ — desde que nos mostremos ser seus amigos, por fazermos o que ele manda! — João 20,31; 15,14.

Extraído de revistas cristãs

1 comentários:

Peter Luna disse...

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