“Cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas”

sexta-feira, 8 de julho de 2011


Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos; portanto, mostrai-vos cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas. Guardai-vos dos homens; pois eles vos entregarão aos tribunais locais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Ora, sereis arrastados perante governadores e reis, por minha causa, em testemunho para eles e para as nações. No entanto, quando vos entregarem, não fiqueis ansiosos quanto a como ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de falar; pois, quem fala não sois apenas vós, mas é o Espírito de vosso Pai, que fala por meio de vós. Além disso, irmão entregará irmão à morte, e o pai ao seu filho, e os filhos se levantarão contra os pais e os farão matar. E vós sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome; mas aquele que tiver perseverado até o fim é o que será salvo. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; pois, deveras, eu vos digo: De modo algum completareis o circuito das cidades de Israel antes de chegar o Filho do homem.
O Smith’s Bible Dictionary declara: “Em todo o Oriente, a serpente era usada como símbolo do princípio do mal, do espírito de desobediência.” Por outro lado, “minha pomba” era uma expressão de carinho. (Cântico de Salomão 5,2) Então, o que queria Jesus dizer quando encorajou seus seguidores a ser “cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas”? — Mateus 10,16.
Jesus estava dando instruções para a pregação e o ensino. Seus discípulos podiam esperar reações diferentes das pessoas. Umas poucas delas mostrariam interesse, ao passo que outras rejeitariam as boas novas. Algumas até mesmo perseguiriam os verdadeiros servos de Deus. (Mateus 10,17-23)

Como deviam os discípulos reagir à perseguição?
Em Das Evangelium des Matthäus (O Evangelho de Mateus), Fritz Rienecker diz a respeito de Mateus 10,16:

“A astúcia . . . tem de ser conjugada com integridade, sinceridade e franqueza, a fim de não dar aos inimigos motivos válidos para queixa. Os embaixadores de Jesus encontram-se no meio de oponentes impiedosos, que não têm nenhuma consideração, e que atacam os apóstolos sem misericórdia e na primeira oportunidade. Por isso é necessário — como faz a serpente — ficar de olho nos oponentes, e avaliar a situação com olhos e sentidos atentos; dominar a situação sem trapaça ou fraude, ser puro e veraz em palavras e atos, e assim mostrar ser como pomba.”

O que podem os atuais servos de Deus aprender das palavras de Jesus encontradas em Mateus 10,16? Hoje em dia, as pessoas reagem às boas novas praticamente do mesmo modo como o faziam no primeiro século. Quando os cristãos verdadeiros se vêem confrontados com perseguição, eles precisam conjugar a astúcia da serpente com a pureza da pomba. Os cristãos nunca recorrem à fraude ou à desonestidade, mas são incorruptos, genuínos e honestos em proclamar a mensagem do Reino a outros.
Para ilustrar: colegas no trabalho, jovens na escola ou mesmo membros da sua própria família talvez façam observações mordazes a respeito da Igreja Católica. Muitos foram e são influenciados por informações distorcidas sobre a Igreja, mormente por causa de um ensino falho e muitas vezes preconceituoso. Muitos têm uma fé falha por não terem recebido uma educação formal que resistisse às críticas e, portanto, são superficiais. A reação imediata talvez seja a de responder do mesmo jeito por ser igualmente mordaz sobre a crença deles. Mas é isso ser inocente? Claro que não. Se você mostrar aos que o criticam que os comentários deles não afetam suas boas maneiras, eles talvez mudem para melhor. Neste caso, você tanto é astuto como inculpe — ‘cauteloso como a serpente, mas inocente como a pomba’.

2 comentários:

Captare disse...

Prezado Emerson, Laudetur Dominus!

Excelente texto!

Sempre esperamos que nossas boas maneira sejam interpretadas como um sinal claro de que temos razão. Mas, infelizmente, às vezes nossas “boas maneiras” podem dar a impressão que a posição do adversário é digna deste respeito, e nem sempre é assim. Às vezes uma atitude mais ríspida que ponha a nu a desonestidade dos argumentos do interlocutor é mais eficaz que a política de boa vizinhança.

Não sei o que você pensa sobre isso...

Pax et Salutis

Emerson disse...

Prezado Captare, eu peço para o pessoal colocar comentários no blog. Eu gosto de comentários e fico muito feliz com eles.

Postar um comentário