‘Empenhe-se pelas coisas que produzem paz’

domingo, 18 de dezembro de 2011

“Assim, pois, empenhemo-nos pelas coisas que produzem paz e pelas coisas que são para a edificação mútua.” — Rom. 14,19.
A BUSCA da paz é uma das grandes preocupações de nossa era. Muitos acreditam que a paz seja uma necessidade para a sobrevivência da raça humana. Mas, será que as nações e as pessoas, como um todo, querem a paz o bastante para estar dispostas a pagar o preço elevado que custa, na reconstrução de sua vida, de seus objetivos e de seus princípios? Dificilmente, a julgar-se pelos esforços que fazem para obtê-la. Considere a evidência:
O mundo procura a paz por interesse pessoal, pelo equilíbrio de poder, por pactos mútuos e alianças internacionais. Tenta manipular os recursos humanos para impedir a guerra. O conceito que o mundo forma da paz é na realidade um estado de preparação armada. Espera que o medo refreie a luta e a violência. Tal paz é um expediente superficial e falso. De modo algum representa a busca da verdadeira paz. Conforme observou o cientista francês Lecomte du Noüy:
“Chegou o tempo para as nações, bem como as pessoas, saberem o que querem. Se os países civilizados querem a paz, devem compreender que o problema precisa ser encarado basicamente. Os velhos arrimos que nos foram legados por gerações passadas quebram-se por todos os lados. Não podem ser consolidados com expedientes, com pedaços de corda, potes de cola e tratados assinados solenemente por Cavalheiros Digníssimos. Além disso, a consolidação não basta. A paz precisa ser estabelecida pela transformação do homem desde o íntimo, e não por se armarem estruturas externas.”
No entanto, a paz por meio de tal poder transformador não vem pelas manipulações políticas dos homens, mas pela justiça de Deus. Observe o que o profeta de Deus, Isaías, escreveu sobre esta paz, sete séculos antes de nossa era. Primeiro, ele disse que a verdadeira paz nunca pode vir à terra “até que o Espírito [do Senhor] seja despejado sobre nós do alto”. Isaías prossegue então: “O trabalho da verdadeira justiça terá de tornar-se a paz; e o serviço da verdadeira justiça: sossego e segurança por tempo indefinido.” (Isa. 32,15-17) Quais as nações do mundo que podem afirmar que em todas as suas deliberações modernas a favor da paz a primeira preocupação deles é a justiça de Deus? Nunca tomaram um alvo tão elevado. Portanto, nunca colheram a paz de que falou o profeta de Deus. Mas o povo de Deus, a sua Igreja, mostrou genuína preocupação com a justiça de Deus. Pois, o Senhor é o Deus de paz; a paz é fruto de seu Espírito. (2 Cor. 13,11; Gál. 5,22) Corretamente, os cristãos colheram a paz de Deus que excede todos os pensamentos, a qual guardou seu coração e sua faculdade mental por meio de Cristo Jesus. (Fil. 4,7) É a esta paz a que todos os que amam a justiça e querem viver eternamente precisam agora dar a devida consideração.

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