Mais sobre a personalidade de João Calvino...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


João Calvino foi o líder mais influente da Reforma Protestante.
Deveríamos esperar que fosse muito santo, mas não é esse o caso.

Alguns de seus atos injustos:
  • Ele decapitou James Gruet porque ele se atreveu a escrever contra ele.
    Sob a assim chamada bendita administração de Calvino, James Gruet foi decapitado porque ele tinha escrito alguns versos profanos. A menor palavra contra Calvino ou a sua doutrina absurda era punida como um crime.
    Ele foi condenado à morte por blasfêmia e decapitado em 26 de julho de 1547. Durant dá mais detalhes: meio morto, ele foi amarrado a uma estaca, seus pés foram pregados e sua cabeça foi cortada. ( link )
  • Ele acreditava que a heresia era um crime capital ( link ). Achava-se no direito de condenar os hereges à morte. Durante o reinado de Calvino em Genebra, entre 1542 e 1546, 58 pessoas foram condenados à morte por heresia.
    Os irmãos Comparet, dois humildes barqueiros, foram executados e os pedaços de seus corpos desmembrados pregados nas portas da cidade. Os irmãos Comparet, com a aprovação de Calvino, foram torturados.
  • Miguel Servet foi queimado na fogueira ( link ).
    Não se pode evitar o fato de que Calvino entregou Servet à Inquisição e depois tentou, seja por uma mentira ou um subterfúgio, cobrir sua parte no assunto. Ele esperava que Servet fosse condenado à morte. Em 26 de outubro, o Conselho ordenou que ele fosse queimado vivo no dia seguinte. Que ele desejava a morte de Servet é claro. As observações de Calvino sobre esta morte terrível tornaram isto mais horripilante: mostrou a estupidez de um animal. Ele continuou gritando à moda espanhola: Misericórdias! Henry Hallam, o historiador protestante, deu o seguinte parecer: Servet, na verdade, foi queimado, não tanto por suas heresias, como para a ofensa pessoal que ehá vários anos antes tinha feito a Calvino, que parece ter irritado tanto o temperamento do grande reformador, que o fez depois ser executado. Assim, no segundo período da Reforma, os sintomas sinistros que tinham aparecido em sua primeira fase: desunião, virulência, fanatismo e intolerância, cresceran mais inveterados e incuráveis.
  • Ele agiu como se ele fosse o novo "papa" ( link ).
    Calvino era um cruel tirano sanguinário que se considerava o papa de Genebra.
  • Ele criou um Estado policial, em Genebra ( link ).
    Foi dele a primeira experiência europeia de subjugação sistemática de uma população inteira de acordo com uma doutrina específica. A Genebra calvinista, a "Roma protestante", era um estado policial. Uma vez por mês, todos na cidade, jovens ou velhos, ricos ou pobres, eram obrigados a submeterem-se a um questionário para se saber se eles sabiam as suas orações, ou porque tinha perdido um dos sermões do mestre Calvino. A população era instada a espionar uns aos outros, as crianças espionavam seus pais, os trabalhadores uns aos outros, os empregados contra os seus patrões.
  • Seu ensino é uma licença para a imoralidade ( link ).
    O calvinismo declara que uma pessoa permanece salva mesmo se ela cair no abismo do pecado
Em conclusão, se usarmos os mesmos argumentos que esses críticos usam contra o catolicismo sobre o comportamento de proeminentes líderes católicos, devemos concluir que o protestantismo é falso porque as ações de seu fundador são totalmente contra a moral.

Fonte: http://www.northforest.org/CatholicApologetics/BadProtestants.html#calvin
Tradução: Emerson de Oliveira

1 comentários:

Ricardo N. disse...

Essa descrição está totalmente errada. Vejamos:

1) É verdade que João Calvino apoiou a pena de morte para hereges, mas isso era a norma em toda a Europa. Católicos e protestantes concordavam que o Estado tinha o dever de punir hereges, inclusive com a pena de morte. A participação pessoal de Calvino na morte de hereges não foi maior que a de, por exemplo, Thomas More (que também comandou pessoalmente execuções de protestantes antes de ser morto por Henrique VIII). E nenhum católico contesta a santidade de Thomas More.

2) A acusação de "Calvino era um cruel tirano sanguinário que se considerava o papa de Genebra" é totalmente genérica e sem sentido. Calvino considerava-se infalível? Considera ter jurisdição universal sobre toda a Igreja? Considerava necessário para a salvação que toda criatura estivesse sujeita a seu poder? Não...

3) A disciplina em Genebra era dura, e muitas vezes exagerada. Lembrava mais o Levítico do que os Evangelhos. Portanto, concordo que a disciplina em Genebra não deve ser tomada como exemplo. Mas não sei se toda essa caracterização é verdadeira.

4) É totalmente falso dizer que "o calvinismo declara que uma pessoa permanece salva mesmo se ela cair no abismo do pecado". O calvinismo declara que o verdadeiro cristão pode confiar na promessa da perseverança: Deus não irá deixar de fazê-lo perseverar. Isso é totalmente diferente de dizer que ele poderá cair no abismo do pecado e continuar salvo.

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