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Bizarrices litúrgicas - Missa "pop-rap-hip-hop"

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011



Fazendo parte de nossa série de bizarrices rebeldes temos essa que aconteceu no ano passado na paróquia de St. James em Nova Iorque. Como toques sutis de vilania teve até direito a cerveja em cima do altar. Com certeza, essa Satanás aplaudiu de pé. Essa desce redondo direitinho pro Inferno.


Claro, como sempre acontece nessas apresentações mundanas, o "astro" principal não é Jesus mas, neste caso, uns tais de Real Estate, Beach Fossils, The Beets, The Tony Castles & Total Slacker. Vejam as fotos deste pavoroso ato de abominação:




 Com direito a mosh, danças bizarras e outras sandices infernais, o "show" só nos mostra o vazio de uma geração. Uma geração que não procura agradar a Deus, mas a si mesma. Uma geração que odeia missa em latim, porque é chata e "afasta as pessoas da Igreja". Uma geração que ama mais as aparências do que a essência. Uma geração que ama mais o "ter" do que o "ser". Uma geração que odeia canto gregoriano, cantos em latim, missas sacras e ama ritmos e letras oriundos do Inferno.

Bem, os abusos litúrgicos (infelizmente) estão por aí, para gozo e deleite de Satanás e todos os modernistas. Estes jovens com certeza não suportam mais a sã doutrina, o puro ensino da Igreja e do cristianismo. São somente mais exemplares bastardos do neopaganismo em que vivemos. São João Maria Vianney, o grande padroeiro dos sacerdotes, disse "deixai uma paróquia durante vinte anos sem um padre e eles vão acabar por adorar os animais ali". Hoje, lamentavelmente, nem se precisa deixar uma paróquia sem um padre para acontecer essas bestialidades: em alguns casos, esses filhos do modernismo o permitem.

Para verem mais uma performance que parece ter saído de um filme down-ultra-underworld DENTRO DA IGREJA vejam aqui. A Creative Control esteve lá para nos mostrar o sacrilégio em toda a sua glória.

O modernismo não morreu

sábado, 21 de agosto de 2010

"Os piores inimigos da Igreja estão no seu interior. Essa afirmação expressa uma verdade que pode ser observada na prática em nossas comunidades. Há inclusive uma referência a essa realidade na doutrina de São Pio X: “Os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos” (Pascendi Dominici Gregis). O motivo pelo qual podemos afirmar convictamente que os piores inimigos são justamente os que estão na Igreja é que esses são “lobos em pele de cordeiro”, ou seja, estão disfarçados. Os inimigos declarados da obra de Cristo normalmente explicitam sua ação maligna, deixando aos cristãos a possibilidade de se prevenir. Os lobos disfarçados, com linguajar astuto e sedutor, arrastam para o Inferno as pessoas mais simples. Muitos deles receberam de Deus a missão de conduzir, de guiar a Cristo o Seu rebanho. Fazem, no entanto, exatamente o contrário: ensinam o erro, propagam a heresia, disseminam o modernismo.

O modernismo é uma heresia que surgiu no século XIX com o padre Alfred Loisy. De uma maneira bem resumida, foi um pensamento que surgiu como fruto ao ambiente cienficista e racionalista europeu. O resultado teológico foi um verdadeiro desastre: negação da transcendência, dos Santos Evangelhos, da autoridade da Igreja, da assistência do Espírito Santo aos bispos em comunhão com o Papa, da divindade de Nosso Senhor, da ressurreição de Jesus Cristo e da origem divina dos Sacramentos. O papa Pio X conduziu com coragem e obediência a Igreja frente ao terror da heresia modernista no século XX. Todos os padres deveriam professar o juramento antimodernista e se submeter aos ensinamentos infalíveis dos Concílios e dos Papas. A proposta de São Pio X – cuja memória a Liturgia celebra hoje – foi importante, mas o modernismo não morreu. Muito pelo contrário. Está forte e conquista um número grande de pessoas ao redor do mundo inteiro. E seria muitíssimo perigoso tentar ignorar esse mal que está visivelmente presente na Cristandade.

Talvez o exemplo mais óbvio do modernismo atualmente seja a heresia da Teologia da Libertação, que infectou de uma maneira especial o continente americano. Com efeito, a situação da pobreza na América Latina é triste, lamentável, e a ajuda do Cristianismo nesses países que apresentam necessidades é, sem dúvida, muito importante. O problema é se esquecer que o homem não vive só de pão. E a Teologia da Libertação, que é um modernismo disfarçado de mecanismo social de caridade, não quer simplesmente estender a mão aos mais necessitados e às pessoas carentes de recursos físicos. Ela adapta o Evangelho ao marxismo e ao socialismo. Valoriza de tal modo o materialismo, ponto essencial do pensamento comunista, que se esquece que o homem tem uma alma e que deve lutar para salvar-se, para conquistar a vida eterna (segundo eles, o Paraíso poderia ser construído aqui mesmo, nesse mundo). Destroem, com o materialismo, pontos essenciais da fé cristã. O Evangelho não faria referência mais ao Cristo-Deus, mas a um Jesus histórico (como se fosse possível separar essa duas dimensões de Nosso Senhor). A Ressurreição de Cristo não seria um fato, mas somente uma alegoria. A presença de Cristo na Eucaristia não seria real, mas apenas simbólica.

O Brasil está muito contaminado por essa mentalidade materialista e modernista! E como sofrem os fiéis com a falta de zelo de seus pastores! Quantas ovelhas se dispersam quando os pastores deixam de se preocupar com o imperecível! É preciso, hoje, mais do que nunca, combater, com todas as nossas forças, esse pensamento de cunho marxista que está se infiltrando em nossas comunidades.

Seja o zelo pastoral de São Pio X inspiração para todos os católicos. Que esses, reunidos sob a proteção da Santíssima Virgem Maria, sejam verdadeiramente obedientes ao Magistério da Igreja Católica. Estejam os nossos bispos preocupados com o necessário; e levem os fiéis a um encontro íntimo com Jesus na Eucaristia.

São Pio X,
rogai por nós!

Fonte: Ecclesia Una