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Erros da Teologia da Libertação

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011



Qual o principal erro da TL?
I

A Teologia da Libertação simplesmente ignora que historicamente foi a esquerda quem persegui e matou milhões de cristãos em todo o mundo. Grande parte dos sofrimentos que a Igreja sofreu nos últimos duzentos anos se deve à esquerda. A esquerda é a grande propagadora, a nível mundial, do ateísmo e de doutrinas anticristãs.

Nas últimas semanas de dezembro de 2009 o Papa Bento XVI condenou novamente a Teologia da Libertação (TL). Nas palavras do Pontífice a TL realiza uma interpretação inadequada da Bíblia, nega-se a pregar o evangelho, direciona a estrutura da Igreja para atividades que são incompatíveis com o cristianismo e o mais grave, elimina a fé que existe nos fiéis.Oficialmente a TL procura exprimir a fé cristã num contexto social marcado pela pobreza e pela injustiça social. É preciso ter consciência que para a TL são os pobres que marcam o lugar da ação histórica e do encontro com Deus. Nesta perspectiva, a fé cristã só adquire substância histórica quando considera os pobres e excluídos como desafio incontornável e, portanto, é imperioso haver a opção preferencial pelos pobres. Ninguém, nem mesmo o Papa Bento XVI, condena ou critica a Teologia da Libertação por se dedicar a libertação dos pobres e demais grupos socialmente excluídos. Historicamente a Igreja cometeu erros, mas qualquer historiador ou sociólogo que tenha o mínimo de honestidade irá afirmar que a Igreja foi uma das instituições, na sociedade ocidental, que mais promoveram a integração humana e, por conseguinte, a emancipação dos injustiçados.

Aparentemente há uma contradição entre a condenação oficial da Igreja emanada principalmente pelo Papa Bento XVI e o discurso oficial da Teologia da Libertação.
Afinal, qual o principal erro da Teologia da Libertação?
Sinteticamente serão apontados três erros da Teologia da Libertação.

Primeiro, a TL afirma que o pobre é o lugar de Salvação e, por isso, a Salvação se dá por meio do pobre. Isso contraria gravemente os ensinamentos bíblicos e a doutrina da Igreja. Para a Bíblia e a para a Igreja o lugar da veracidade da teologia é toda a humanidade, com todos os seus grupos e segmentos sociais e, não apenas o pobre. Cristo veio para toda a humanidade e não apenas para os pobres, justamente porque "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3, 23). Jesus Cristo não é o Salvador apenas de uma classe social (o proletariado) e de um grupo social (os pobres), mas de toda a humanidade. Ele não salva apenas a vida material (comer, vestir, etc), mas salva o homem em sua totalidade (vida econômica, emocional, espiritual, estética, etc).

Segundo, em grande medida libertar o homem da pobreza significa oprimi-lo dentro de novas formas de sofrimento físico e espiritual. As populações da Europa e de outras partes do planeta que conseguiram se libertar da pobreza atualmente vivem sob o jugo de novas opressões (terrorismo, depressão, suicídio, individualismo, ditadura da mídia, morte da democracia, etc). Jesus Cristo sabe que o libertador de hoje fatalmente é o opressor de amanhã.

Terceiro, o real intuito da TL não é libertar o pobre. Se realmente a Teologia da Libertação desejasse libertar o pobre, ela não apoiaria abertamente regimes tirânicos como Cuba e a Coreia do Norte. O pobre não passa de massa de manobra dentro dos planos da TL. O que realmente ela deseja é implantar na América Latina um regime fechado nos moldes de Cuba. Na prática a Teologia da Libertação funciona como uma cabeça de ponte, ou seja, de um lado, é uma forma de ideias e doutrinas não cristãs entrarem dentro da Igreja. Entre essas doutrinas cita-se: o secularismo, o ateísmo, a defesa de um Estado totalitário e, por causa disso, a opressão de toda a população. A TL funciona como uma espécie de idiota útil, ou seja, deve legitimar o discurso opressor oriundo do totalitarismo. Sendo que essa legitimação é feita por meio da estrutura da Igreja e de uma indevida interpretação da Bíblia. Do outro lado, a Teologia da Libertação funciona, a nível latino-americano, como um grande palanque político da esquerda. Não é crime uma facção religiosa ter uma ideologia política. Muitos grupos religiosos adotam posições e ideias políticas. O grande problema é que a TL afirma defender o pobre. Na prática o que realmente ela deseja é angariar a simpatia e os votos dos pobres para a esquerda.

A Teologia da Libertação simplesmente ignora que historicamente foi a esquerda quem persegui e matou milhões de cristãos em todo o mundo. Grande parte dos sofrimentos que a Igreja sofreu nos últimos duzentos anos se deve à esquerda. A esquerda é a grande propagadora, a nível mundial, do ateísmo e de doutrinas anticristãs. Entretanto, tudo isso não interessa a TL. A Teologia da Libertação está mergulhada num mar de alienação, de totalitarismo e de doutrina marxista anticristã. O Papa Bento XVI está correto ao condenar essa facção teológica.

Por fim, é preciso afirmar que sem dúvida a teologia e, portanto, toda a Igreja devem estar preocupadas e empenhadas em combater a pobreza, principalmente a pobreza extrema que causa a morte física do indivíduo. A sociedade cristã não pode admitir a existência de pobres e de pessoas morrendo de fome. Entretanto, a luta contra a pobreza deve ser feita por meio da doutrina social da Igreja e não por meio da ideologia marxista, opressora e totalitária defendida pela Teologia da Libertação. Os países que a TL apresentam como modelos (Cuba, Coreia do Norte, Venezuela) não extinguiram a pobreza. Os modelos de homens propostos pela TL (Marx, Che Chevara, Fidel Castro, etc) são pessoas que trouxeram para seus países a morte e a destruição. Quem realmente deseja combater a pobreza deve ter como modelo Jesus Cristo, a Virgem Maria e os santos. Além disso, deve colocar em prática a doutrina social da Igreja.

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Nota: Lembrando que o autor é um filósofo. Não é um artigo escrito dentro de um meio eclesial, mas apenas uma análise objetiva dos fatos. Os destaques em negrito são meus.

O modernismo não morreu

sábado, 21 de agosto de 2010

"Os piores inimigos da Igreja estão no seu interior. Essa afirmação expressa uma verdade que pode ser observada na prática em nossas comunidades. Há inclusive uma referência a essa realidade na doutrina de São Pio X: “Os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos” (Pascendi Dominici Gregis). O motivo pelo qual podemos afirmar convictamente que os piores inimigos são justamente os que estão na Igreja é que esses são “lobos em pele de cordeiro”, ou seja, estão disfarçados. Os inimigos declarados da obra de Cristo normalmente explicitam sua ação maligna, deixando aos cristãos a possibilidade de se prevenir. Os lobos disfarçados, com linguajar astuto e sedutor, arrastam para o Inferno as pessoas mais simples. Muitos deles receberam de Deus a missão de conduzir, de guiar a Cristo o Seu rebanho. Fazem, no entanto, exatamente o contrário: ensinam o erro, propagam a heresia, disseminam o modernismo.

O modernismo é uma heresia que surgiu no século XIX com o padre Alfred Loisy. De uma maneira bem resumida, foi um pensamento que surgiu como fruto ao ambiente cienficista e racionalista europeu. O resultado teológico foi um verdadeiro desastre: negação da transcendência, dos Santos Evangelhos, da autoridade da Igreja, da assistência do Espírito Santo aos bispos em comunhão com o Papa, da divindade de Nosso Senhor, da ressurreição de Jesus Cristo e da origem divina dos Sacramentos. O papa Pio X conduziu com coragem e obediência a Igreja frente ao terror da heresia modernista no século XX. Todos os padres deveriam professar o juramento antimodernista e se submeter aos ensinamentos infalíveis dos Concílios e dos Papas. A proposta de São Pio X – cuja memória a Liturgia celebra hoje – foi importante, mas o modernismo não morreu. Muito pelo contrário. Está forte e conquista um número grande de pessoas ao redor do mundo inteiro. E seria muitíssimo perigoso tentar ignorar esse mal que está visivelmente presente na Cristandade.

Talvez o exemplo mais óbvio do modernismo atualmente seja a heresia da Teologia da Libertação, que infectou de uma maneira especial o continente americano. Com efeito, a situação da pobreza na América Latina é triste, lamentável, e a ajuda do Cristianismo nesses países que apresentam necessidades é, sem dúvida, muito importante. O problema é se esquecer que o homem não vive só de pão. E a Teologia da Libertação, que é um modernismo disfarçado de mecanismo social de caridade, não quer simplesmente estender a mão aos mais necessitados e às pessoas carentes de recursos físicos. Ela adapta o Evangelho ao marxismo e ao socialismo. Valoriza de tal modo o materialismo, ponto essencial do pensamento comunista, que se esquece que o homem tem uma alma e que deve lutar para salvar-se, para conquistar a vida eterna (segundo eles, o Paraíso poderia ser construído aqui mesmo, nesse mundo). Destroem, com o materialismo, pontos essenciais da fé cristã. O Evangelho não faria referência mais ao Cristo-Deus, mas a um Jesus histórico (como se fosse possível separar essa duas dimensões de Nosso Senhor). A Ressurreição de Cristo não seria um fato, mas somente uma alegoria. A presença de Cristo na Eucaristia não seria real, mas apenas simbólica.

O Brasil está muito contaminado por essa mentalidade materialista e modernista! E como sofrem os fiéis com a falta de zelo de seus pastores! Quantas ovelhas se dispersam quando os pastores deixam de se preocupar com o imperecível! É preciso, hoje, mais do que nunca, combater, com todas as nossas forças, esse pensamento de cunho marxista que está se infiltrando em nossas comunidades.

Seja o zelo pastoral de São Pio X inspiração para todos os católicos. Que esses, reunidos sob a proteção da Santíssima Virgem Maria, sejam verdadeiramente obedientes ao Magistério da Igreja Católica. Estejam os nossos bispos preocupados com o necessário; e levem os fiéis a um encontro íntimo com Jesus na Eucaristia.

São Pio X,
rogai por nós!

Fonte: Ecclesia Una