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São Maurício e companheiros mártires

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


                   
São Maurício e companheiros mártires Hoje Roma, muitas vezes é chamada de Cidade Eterna, onde encontramos a Cátedra de São Pedro, ocupada pelo atual Papa Bento XVI.

Roma é considerada pelos católicos como sinal visível do Sacramento Universal da Salvação, a Igreja; porém, para que isto ocorresse, muitos mártires deram a vida para 'comprarem' com o sangue a vitória do Cristianismo sobre o Império Romano, que em 381 dobrou os joelhos diante do verdadeiro Deus e verdadeiro homem: Jesus Cristo.

São Maurício e companheiros faziam parte da tropa dos valentes guerreiros e mártires do Senhor, que estiveram envolvidos no massacre da Legião Tebana. O imperador Diocleciano, precisando combater as tropas que ameaçavam o Império no Oriente, foi ao amigo Maximiano para que o mesmo organizasse um forte exército. Tendo feito progresso, o imperador mandou que o exército parasse para descansar e oferecer sacrifícios aos deuses em sinal de agradecimento.

Imediatamente os soldados cristãos se opuseram a tal ordem: 'Somos teus soldados e não menos servidores de Deus. Sabemos perfeitamente a nossa obrigação como militares, mas não nos é lícito atraiçoar o nosso Deus e Senhor. Estamos prontos a obedecer a tudo que não contrarie a lei de Jesus Cristo.'

Começaram a matar parte deste grupo e o oficial Maurício com seus companheiros foram os que mais se destacaram pois acolheram, por amor e fé em Jesus Cristo, a palma do martírio, dando assim, o mais perfeito testemunho.

Providencialmente, ou seja, como sinal da grande fidelidade destes cristãos, o local à beira do Rio Ródano ficou conhecido como Martigny, nome que deriva de mártir. Este fato ocorreu por volta do ano 286, e é certo que no século seguinte foi elevada uma basílica no lugar da execução e que, no ano 520, Sigismundo, rei da Borgonha, construiu lá um mosteiro que subsiste ainda e deu origem à cidade de São Maurício na Suíça.

São Maurício e companheiros, rogai por nós!

Notas sobre S. Bartolomeu

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Também chamado de Natanael, o nome de Bartolomeu, portanto, um dos 12 apóstolos de Jesus. Bartolomeu, que significa “Filho de Tolmai”, era um termo patronímico (isto é, nome derivado do pai). O apóstolo João usa o nome próprio dele, Natanael, ao passo que Mateus, Marcos e Lucas o chamam de Bartolomeu. Ao fazerem isso, associam Filipe e Bartolomeu, assim como João relaciona Filipe com Natanael. (Mt 10,3; Mr 3,18; Lu 6,14; Jo 1,45.46) Não era incomum pessoas serem conhecidas por mais de um nome. Por exemplo, “Simão, filho de João”, passou a ser conhecido também como Cefas e Pedro. (Jo 1,42) Nem era excepcional ser Natanael chamado de Bartolomeu, ou “Filho de Tolmai”, assim como outro homem era chamado simplesmente de Bartimeu, ou “Filho de Timeu”. (Mr 10,46) Os dois nomes, Natanael e Bartolomeu, são usados intercambiavelmente pelos escritores cristãos nos séculos seguintes.
Natanael era de Caná da Galiléia. (Jo 21,2) Começou a seguir muito cedo a Jesus no ministério do Amo. Filipe, depois de aceitar a convocação de Jesus: “Sê meu seguidor”, procurou imediatamente seu amigo Natanael e convidou-o a ‘vir e ver’ o Messias. Natanael perguntou: “Pode sair algo bom de Nazaré?”, mas ele aceitou então o convite. Jesus, vendo-o chegar, observou: “Eis um israelita de verdade, em quem não há fraude.” Natanael deve ter sido um homem excepcional para Jesus fazer essa declaração. Por Jesus dizer isso e declarar que vira Natanael sob uma figueira antes de Filipe o chamar, Natanael confessou que Jesus, deveras, era “o Filho de Deus, . . . Rei de Israel”. Jesus assegurou-lhe que ele ‘veria coisas maiores do que estas’. — Jo 1,43-51.
Natanael, como um dos 12, estava constantemente presente durante o ministério de Jesus, sendo treinado para serviço futuro. (Mt 11,1; 19,25-28; 20,17-19, 24-28; Mr 4,10; 11,:11; Jo 6,48-67) Após a morte e ressurreição de Jesus, Natanael e outros apóstolos voltaram para a sua pescaria, e foi quando se aproximavam da margem no seu barco, certa manhã, que Jesus os chamou. Natanael, diferente de Pedro, ficou no barco até atracar, e então, juntando-se aos demais no desjejum, acompanhou a significativa palestra entre Jesus e Pedro. (Jo 21,1-23) Ele estava também com os outros apóstolos quando se reuniam para oração, e no dia de Pentecostes. — At 1,13, 14; 2,42.

O modernismo não morreu

sábado, 21 de agosto de 2010

"Os piores inimigos da Igreja estão no seu interior. Essa afirmação expressa uma verdade que pode ser observada na prática em nossas comunidades. Há inclusive uma referência a essa realidade na doutrina de São Pio X: “Os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos” (Pascendi Dominici Gregis). O motivo pelo qual podemos afirmar convictamente que os piores inimigos são justamente os que estão na Igreja é que esses são “lobos em pele de cordeiro”, ou seja, estão disfarçados. Os inimigos declarados da obra de Cristo normalmente explicitam sua ação maligna, deixando aos cristãos a possibilidade de se prevenir. Os lobos disfarçados, com linguajar astuto e sedutor, arrastam para o Inferno as pessoas mais simples. Muitos deles receberam de Deus a missão de conduzir, de guiar a Cristo o Seu rebanho. Fazem, no entanto, exatamente o contrário: ensinam o erro, propagam a heresia, disseminam o modernismo.

O modernismo é uma heresia que surgiu no século XIX com o padre Alfred Loisy. De uma maneira bem resumida, foi um pensamento que surgiu como fruto ao ambiente cienficista e racionalista europeu. O resultado teológico foi um verdadeiro desastre: negação da transcendência, dos Santos Evangelhos, da autoridade da Igreja, da assistência do Espírito Santo aos bispos em comunhão com o Papa, da divindade de Nosso Senhor, da ressurreição de Jesus Cristo e da origem divina dos Sacramentos. O papa Pio X conduziu com coragem e obediência a Igreja frente ao terror da heresia modernista no século XX. Todos os padres deveriam professar o juramento antimodernista e se submeter aos ensinamentos infalíveis dos Concílios e dos Papas. A proposta de São Pio X – cuja memória a Liturgia celebra hoje – foi importante, mas o modernismo não morreu. Muito pelo contrário. Está forte e conquista um número grande de pessoas ao redor do mundo inteiro. E seria muitíssimo perigoso tentar ignorar esse mal que está visivelmente presente na Cristandade.

Talvez o exemplo mais óbvio do modernismo atualmente seja a heresia da Teologia da Libertação, que infectou de uma maneira especial o continente americano. Com efeito, a situação da pobreza na América Latina é triste, lamentável, e a ajuda do Cristianismo nesses países que apresentam necessidades é, sem dúvida, muito importante. O problema é se esquecer que o homem não vive só de pão. E a Teologia da Libertação, que é um modernismo disfarçado de mecanismo social de caridade, não quer simplesmente estender a mão aos mais necessitados e às pessoas carentes de recursos físicos. Ela adapta o Evangelho ao marxismo e ao socialismo. Valoriza de tal modo o materialismo, ponto essencial do pensamento comunista, que se esquece que o homem tem uma alma e que deve lutar para salvar-se, para conquistar a vida eterna (segundo eles, o Paraíso poderia ser construído aqui mesmo, nesse mundo). Destroem, com o materialismo, pontos essenciais da fé cristã. O Evangelho não faria referência mais ao Cristo-Deus, mas a um Jesus histórico (como se fosse possível separar essa duas dimensões de Nosso Senhor). A Ressurreição de Cristo não seria um fato, mas somente uma alegoria. A presença de Cristo na Eucaristia não seria real, mas apenas simbólica.

O Brasil está muito contaminado por essa mentalidade materialista e modernista! E como sofrem os fiéis com a falta de zelo de seus pastores! Quantas ovelhas se dispersam quando os pastores deixam de se preocupar com o imperecível! É preciso, hoje, mais do que nunca, combater, com todas as nossas forças, esse pensamento de cunho marxista que está se infiltrando em nossas comunidades.

Seja o zelo pastoral de São Pio X inspiração para todos os católicos. Que esses, reunidos sob a proteção da Santíssima Virgem Maria, sejam verdadeiramente obedientes ao Magistério da Igreja Católica. Estejam os nossos bispos preocupados com o necessário; e levem os fiéis a um encontro íntimo com Jesus na Eucaristia.

São Pio X,
rogai por nós!

Fonte: Ecclesia Una

Necessário conhecer: Albertina Berkenbrock

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"A serva de Deus Albertina Berkenbrock, com o Decreto de Beatificação assinado pelo Papa Bento XVI, no dia 16 de dezembro passado, será proclamada Bem-Aventurada no dia 20 de outubro deste ano de 2007, na Diocese de Tubarão, em uma celebração eucarística presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano.


http://1.bp.blogspot.com/_GuTKrV_pwk4/RxsyC7tokXI/AAAAAAAABAY/PDRTGPVfKA4/s400/yalbertina.jpgAlbertina Berkenbrock - conhecida pelo povo da Diocese de Tubarão como “a nossa Albertina” - nasceu no dia 11 de abril de 1919, na comunidade de São Luís, paróquia São Sebastião de Vargem do Cedro, município de Imaruí, Estado de Santa Catarina. Filha de um casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, teve mais 8 irmãos e irmãs. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismada em 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.

Aos 12 anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, às 16 horas, Albertina foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher, por causa da fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez, heroicamente, como verdadeira mártir.

O martírio e a conseqüente fama de santidade espalharam-se rapidamente de maneira clara e convincente. Afinal, ela foi uma menina de grande sensibilidade para com Deus e com as coisas de Deus, para com o próximo e com as coisas do próximo. Isso se depreende, com nitidez, de sua vida, vivida na simplicidade dos seus tenros anos.

Seus pais e familiares souberam educar Albertina na fé, no amor e na esperança, as virtudes teologais da religião cristã. Transmitiram-lhe, pela vida e pelo ensinamento, todas as verdades reveladas na Sagrada Escritura. E ela aprendeu a corresponder a tudo com grande generosidade de alma. Buscar em Deus inspiração e força para viver, tornou-se algo espontâneo. Rezava, pois, com alegria, seja sozinha, seja na família, seja na comunidade. Aprendeu a participar ativamente da vida religiosa, em todos os seus aspectos.
Quando chegou o tempo da catequese preparatória para os sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, Albertina chamou a atenção pela forma como se preparou: com muita diligência e grandeza de coração.

A “primeira confissão” tornou-se porta aberta para se confessar freqüentemente.

A “primeira comunhão” foi uma experiência única, a tal ponto que ela própria afirmou: - “Foi o dia mais belo de minha vida!”.

A partir de então, não deixou mais de participar da Eucaristia, tornando esse sacramento “fonte e cume de sua vida cristã”. Gostava de falar, na sua forma simples de expressar-se, do mistério eucarístico como experiência do amor de Deus, compreendendo que a Eucaristia é o memorial da morte e ressurreição de Jesus, ato supremo do amor redentor.

Albertina cultivou uma devoção muito filial a Nossa Senhora, venerando-a com carinho, tanto em casa como na capela da comunidade. Participou, com intensidade, da oração do rosário junto com os familiares. Na simplicidade de coração, recomendou, seguidamente, a Maria - Mãe de Jesus e Mãe da Igreja - a sua alma e a sua salvação eterna.

Ela deixou crescer dentro de si uma afinidade muito grande com o padroeiro da comunidade, São Luís. Uma coincidência providencial, esta devoção ao Santo, que é modelo de pureza espiritual e corporal. Certamente, preparando-a também para um dia defender com sua vida este grande valor.

A formação cristã, vivida e ensinada pela família, introjetou em Albertina virtudes humanas extraordinárias: a bondade, a acolhida, a meiguice, a docilidade, o serviço. Teve uma obediência responsável; foi incansável nas atividades de trabalho e estudo; teve espírito de sacrifício; soube ter paciência, confiança e coragem.

Essas virtudes humanas foram visíveis na convivência em casa, pois sempre ajudou os seus pais e irmãos; foram visíveis na comunidade, uma vez que sempre amou todas as pessoas, o que a tornou muito admirada; foram visíveis na escola, tendo em vista que sempre se aplicou aos estudos, sempre esteve ao lado dos colegas mais necessitados de ajuda e jamais revidou ataques de menosprezo dirigidos a ela.

Os relatos que existem sobre ela comprovam o que está se afirmando em relação às virtudes humanas. Senão, vejamos: “(...) ajudava os pais nos trabalhos da casa e da roça (...) foi dócil, obediente, incansável, sacrificada, paciente (...) mesmo quando os irmãos a mortificavam, às vezes até lhe batiam, ela sofria em silêncio, unindo-se aos sofrimentos de Jesus que amava sinceramente”; “(...) gozava de grande estima na escolinha local, particularmente por parte do professor, que a elogiava por suas condições espirituais e morais superiores à sua idade, que a distinguiam entre os colegas de escola”; “(...) ela se aplicou ao estudo”; “(...) jamais faltou à modéstia”; “(...) foi uma menina boa, estimada por colegas e adultos”; “(...) às vezes, alguns meninos punham à prova a sua mansidão, modéstia, timidez e repugnância por certas faltas (...) Albertina então se calava (...) nunca se revoltou, menos ainda nunca se vingou, mesmo quando lhe batiam”; “(...) era uma pessoa cândida, simples, sem fingimentos”; “(...) sabia destacar sua beleza feminina vestindo-se com simplicidade e modéstia”.

Além dessas virtudes humanas, a formação cristã também modelou em Albertina as virtudes cristãs essenciais na medida em que, embora fosse uma menina de tenra idade, as entendeu e viveu: transpirando fé, amor e esperança no dia-a-dia; captando, de modo extraordinário, as verdades reveladas na Sagrada Escritura; tendo uma inclinação forte para as coisas de Deus e da religião; vivenciando com grandeza o mandamento do amor a Deus e ao próximo (cerne do cristianismo); santificando-se pela prática dos sacramentos recebidos do Batismo, da Reconciliação, da Eucaristia e da Crisma; valorizando a vida plena e a dignidade da mulher.

Essas virtudes cristãs foram visíveis no dia-a-dia de sua vida familiar e comunitária. Inúmeros relatos demonstram isso, como por exemplo: “(...) falava muitas vezes da Eucaristia e dizia que o dia de sua “primeira comunhão” fora o mais belo de sua vida”; “(...) recomendava a Maria sua alma e sua salvação eterna”; “(...) seus divertimentos refletiam seu apego à vida cristã (...) gostava de fazer cruzinhas de madeira, colocava-a em pequenas sepulturas, adornava-as com flores”; “(...) mesmo quando os irmãos a mortificavam, às vezes até lhe batiam (...) ela sofria em silêncio, unindo-se aos sofrimentos de Jesus que amava sinceramente”; “(...) o seu professor a elogiava por suas condições espirituais e morais superiores à sua idade que a distinguiam entre os colegas de escola”; “(...) aprendeu bem o catecismo, conheceu os mandamentos de Deus e seu significado”; “(...) se pensarmos na maneira como sacrificou sua vida, conforme declarou seu professor-catequista, ela tinha compreendido o sentido do sexto mandamento no que tange ao valor da castidade, da pureza espiritual e corporal”; “(...) sua caridade era grande (...) gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas”; “(...) teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa da família (...) muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente, acariciando-os e carregando-os ao colo (...) isso é tanto mais digno de nota quanto Indalício era negro, sabendo-se que nas regiões de colonização européia uma dose de racismo sempre esteve presente”.

Todas essas virtudes humanas e cristãs mostram que Albertina, apesar de sua pouca idade, foi uma pessoa impregnada da Trindade Santa. Correspondeu à vocação de santidade que recebeu no dia do batismo. Foi uma gigante de fé, de amor e de esperança. Viveu os valores do Evangelho de modo admirável.

Por todo o exposto, não há razão para estranhar a coragem e a fortaleza cristã manifestadas por Albertina no momento de seu martírio, a fim de defender a vida plena e a dignidade da mulher.

A Diocese de Tubarão e a Igreja do Brasil podem orgulhar-se em apresentar uma jovem como modelo de santidade para a juventude dos tempos de hoje e de sempre: a Bem-Aventurada ALBERTINA.

Dom Jacinto Bergmann, Bispo de Tubarão.

Fonte: http://www.beataalbertina.com/