Mostrando postagens com marcador dr. William Lane Craig. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dr. William Lane Craig. Mostrar todas as postagens

William Lane Craig tem novo canal no Youtube

quinta-feira, 26 de abril de 2012


A equipe do dr. William Lane Craig inaugurou o canal oficial dele no Youtube. É o Reasonable Faith. Com muitos vídeos do canal anterior (feito por um fã) e agora com muitos mais e atualizados, o canal promete nos trazer muito mais vídeos de ótima qualidade do conhecido filósofo cristão.

Acesse e inscreva-se: http://www.youtube.com/user/ReasonableFaithOrg

William Lane Craig - O delírio do neoateísmo 15.03.2012

sexta-feira, 16 de março de 2012



Neste vídeo (que faz parte dos vários que vão sair oficialmente em DVD da série de palestras do 8o. Congresso Vida Nova), o dr. Craig refuta as alegações de Dawkins em "Deus, um delírio".

Assistam a palestra do dr. William Lane Craig no Mosteiro de S. Bento

quarta-feira, 14 de março de 2012



Palestra do filósofo norteamericano William Lane Craig em São Paulo, dia 12 de março de 2012. Tema: "Deus não está morto. A ressurreição do teísmo na filosofia do século XX".

Lecture of the North American philosopher William Lane Craig in Sao Paulo, on March 12, 2012. Theme: "God is not dead. The resurrection of theism in the philosophy of the twentieth century."

Unnoficial video. The official one will be available in a few weeks.

Edições Vida Nova lança 2a edição do "A veracidade da fé cristã"

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pois é. Entre outros bons motivos para estar em nossa Terra Brasilis, o eminente filósofo Dr. William Craig está vindo para divulgar o lançamento da 2a. edição de seu clássico "A veracidade da fé cristã", com o título de "Apologética Contemporânea".

Esta 2.ª edição da obra anteriormente intitulada "A veracidade da fé cristã" (nos Estados Unidos já está na 3a edição) passou por uma completa revisão e ampliação, e hoje é um instrumento ainda mais preciso e indispensável para quem deseja fazer uma defesa racional da fé cristã.

Vejam os comentários de eminentes eruditos sobre o livro:
 
William Lane Craig não é apenas um grande filósofo de primeira classe, bastante reconhecido na comunidade filosófica, mas ele tem sido um grande defensor da fé cristã por mais de um quarto de século. "A veracidade da fé cristã" inclui, de forma concisa e acessível, alguns dos melhores dos melhores de seu pensamento sobre áreas vitais da apologética. Poderoso, convincente e relevante, Craig demonstra que as crenças centrais cristãs, como a existência de um Deus pessoal, inteligente e extremamente poderoso, milagres, e as afirmações messiânicas e sobre a Ressurreição de Jesus, são razoáveis ​​para crer e baseadas em provas sólidas. Você não vai encontrar um livro melhor em apoio da fé cristã.
Chad V. Meister, Diretor de Filosofia, Bethel College, autor de O edifício da Fé
Por anos eu tenho recomendado "A veracidade da fé cristã" para os meus alunos como o melhor de volume único de apologética. E agora está ainda melhor! A análise de Craig dos últimos argumentos científicos e sua resposta aos novos ateus torna este livro obrigatório para os interessados em bem defender a causa de Cristo.
Clay Jones, professor assistente de apologética cristã, programa cristão de apologética, Biola University
Esta edição da "A veracidade da fé cristã" de William Lane Craig é simplesmente uma obra-prima. Ele combina a clareza e a aplicabilidade sem sacrificar a profundidade. (...) Ele tem tomado muito cuidado para conseguir um rigor que raramente é encontrados em textos de apologética. (...)  A profundidade e a qualidade com que cada etapa é realizada o torna indispensável.
Gregory E. Gänßlen, professor no Departamento de Filosofia da Universidade de Yale, Instituto Rivendell
O trabalho de Craig é filosofica e teologicamente de primeira, embora acessível ao leigo educado. Todos os cristãos: católicos, protestantes e ortodoxos, podem ganhar muito com sua leitura e masterização.
Francis J. Beckwith, Professor de Filosofia e Estudos de Igreja-Estado, Baylor University, autor de Defesa da vida: Um Caso moral e legal contra a escolha do aborto

Já fiz o meu pedido. Para adquirir, clique aqui: http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=620

É HOJE: William Lane Craig no Brasil - Mosteiro de S. Bento

OS QUATRO CAVALEIROS DO NEOATEÍSMO VS. WILLIAM LANE CRAIG

quinta-feira, 8 de março de 2012


Neoateísmo é o nome dado às idéias promovidas por um grupo de ateus do século XXI que afirmam que a “religião não deveria ser apenas tolerada, mas deve ser contradita, criticada e exposta por argumentos racionais aonde quer que sua surja sua influência”.

O termo é comumente associado à indivíduos como Richard Dawkins, Daniel Dennet, Sam Harris e o finado Christopher Hitchens. Juntos, eles são chamados os “quatro cavaleiros do neoateísmo”.

O filósofo e teólogo evangélico William Lane Craig já enfrentou pessoalmente esses quatro senhores. Veja qual o resultado desses encontros:


SAM HARRIS

Sam Harris é um neurocientista e filósofo. Em 07 de Abril de 2011, o Dr. Craig enfrentou este cavaleiro do neoateísmo em um debate sobre o tema: “O fundamento da moralidade é natural ou sobrenatural? Ou será que o bem vem de Deus?”. Sam Harris chegou a declarar que Craig “é o apologista que parece colocar o temor de Deus em muitos de meus colegas ateus”.

Resumo do debate em português

Transcrição do debate em inglês


CHRISTOPHER HITCHENS

O finado Christopher Hitchens, que faleceu em dezembro de 2011, foi um jornalista, escritor e crítico literário britânico e americano. O Dr. Craig enfrentou Hitchens em um debate sobre a existência de Deus em 04 de Abril de 2009. Mais de 10.000 pessoas foram assistir esse confronto, enquanto inúmeras outras pessoas assistiram o evento pela Internet. Um famoso blogueiro ateu declarou que “francamente, Craig espancou Hitchens como uma criança estúpida.”

Trecho do debate com legendas em português


DANIEL DENNETT 

Daniel Dennett é um proeminente filósofo neoateu. Em 2007, Dennet enfrentou o teólogo protestante Alister McGrath em um debate. O Dr. Craig deu sua contribuição como participante do debate.

Vídeo em inglês

Em uma conferência filosófica em 2009, Dennet deu uma resposta de 15 minutos ao artigo de Craig entitulado “Em defesa dos argumentos teístas”.


RICHARD DAWKINS

Richard Dawkins é um eminente zoólogo, etólogo, evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico, natural do Quênia, além de ex-professor da Universidade de Oxford.

Em um encontro surpresa em Novembro de 2010, Craig e Dawkins se reuniram no México quando Dawkins surgiu no último minuto para substituir um palestrante. Não houve muita oportunidade para que os dois se enfrentassem diretamente. De fato, Dawkins disse a Craig que ele não considerava que isso tivesse sido um debate entre eles.

Video em inglês

Em diversas oportunidades, Dawkins foi convidado para um debate onde ele pudesse enfrentar o Dr. Craig pessoalmente. Infelizmente, o convite sempre foi rejeitado pelo neoateu. O filósofo ateu Daniel Came chegou a escrever uma carta para Dawkins afirmando o seguinte: “A ausência em um debate com o maior apologista do teísmo cristão é uma omissão vistosa em seu currículo e claramente pode ser interpretada como covardice da sua parte”.


WILLIAM LANE CRAIG NO BRASILO Dr. Craig estará no Brasil para realizar uma série de palestras. Confira as datas:

12/03/2012 – Mosteiro da Faculdade São Bento (São Paulo)
13/03/2012 – Congresso de Teologia Vida Nova (São Paulo)
14/03/2012 – Congresso de Teologia Vida Nova (São Paulo)
15/03/2012 – Congresso de Teologia Vida Nova (São Paulo)
17/03/2012 – Igreja Batista de Itacuruçá (Rio de Janeiro)
19/03/2012 – Lançamento de livro na FNAC (São Paulo)
20/03/2012 – Universidade Mackenzie (São Paulo)

Não perca a oportunidade de ouvir um dos maiores apologistas cristãos da atualidade!

Fonte: www.apologia.com.br

Houve paralelismo entre os mitos greco - romanos e a ressurreição de Jesus? - Dr. Willian Lane Craig

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012



Craig responde a essa pergunta de modo que não resta duvida a respeito da inveracidade das afirmações sobre se há paralelismo entre os mitos grecos-romanos, é nitido que é absolutamente improvável milhares de judeus e céticos morrerem por uma coisa que eles mesmos inventaram, nunca arriscariam suas vidas a ponto de terem grande sofrimento por uma mentira e muito menos uma cópia da história desses deuses, além disso, não há vinculos plausíveis entre esses mitos e a históricidade da ressurreição de Jesus.

Craig responde a Dawkins sobre o problema do mal e mais.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012



Clique no CC para ligar a legenda!

Trecho de palestra proferida em Nov 2011 na Inglaterra. Na verdade, era pra ter sido um debate entre William Lane Craig e Richard Dawkins, mas Dawkins disse que não iria e, para justificar, fabricou algumas desculpas esfarrapadas. Uma das quais é respondida nesse vídeo.

Como o vídeo é curto, não deu pra abordar muitas outras coisas pertinentes, mas com o que tem dá pra começar.

Maiores detalhes aqui:
http://crentinho.wordpress.com/2011/12/15/william-lane-craig-responde-a-dawki...

Deus não está morto ainda

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


William Lane Craig

 
Originalmente publicado como: "God Is Not Dead Yet." In Christianity Today, Julho,2008, pp. 22-27. Texto reproduzido na íntegra em reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&id=6647. Traduzido por Wagner Kaba. Revisado por Djair Dias Filho.

Pode-se pensar, devido à atual enchente de best-sellers ateístas, que a crença em Deus se tornou intelectualmente indefensável para as pessoas pensantes, atualmente. Mas uma olhada nos livros de Richard Dawkins, Sam Harris e Christopher Hitchens, dentre outros, revela rapidamente que o chamado Novo Ateísmo carece de músculos intelectuais. Ele é complacentemente ignorante acerca da revolução que tem acontecido na filosofia anglo- americana. Ele reflete o cientificismo de uma geração passada, ao invés do cenário intelectual contemporâneo.
O alto ponto cultural daquela geração chegou em 8 de abril de 1966, quando a revista Time publicou uma reportagem principal cuja capa era completamente preta, exceto pelas três palavras coloridas em letras vermelhas brilhantes: "Deus está morto?". A reportagem descrevia o movimento da "morte de Deus", então corrente na teologia americana.
Mas, parafraseando Mark Twain, as notícias sobre o falecimento de Deus foram prematuras. Pois, ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário de Deus, uma nova geração de jovens filósofos estavam descobrindo sua vitalidade.
Nas décadas de 1940 e 1950, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus, visto que não se pode verificá-lo pelos cinco sentidos, é sem sentido — um verdadeiro disparate. Este verificacionismo finalmente desmoronou, em parte porque os filósofos perceberam que o verificacionismo em si não podia ser verificado! O colapso do verificacionismo foi o evento filosófico mais importante do século XX. Sua queda significava que os filósofos estavam livres mais uma vez para cuidar de problemas tradicionais da filosofia que o verificacionismo havia suprimido. Junto com o ressurgimento do interesse nas questões filosóficas tradicionais, apareceu algo completamente inesperado: o renascimento da filosofia cristã.
O ponto de virada provavelmente surgiu em 1967, com a publicação de God and Other Minds: A Study of the Rational Justification of Belief in God [Deus e Outras Mentes: Um Estudo sobre a Justificação Racional da Crença em Deus], escrito por Alvin Plantinga. Nos passos de Plantinga, seguiu-se multidão de filósofos cristãos, escrevendo em periódicos acadêmicos, participando de conferências profissionais e publicando nas melhores editoras acadêmicas. A cara da filosofia anglo-americana tem sido transformada, como resultado. O ateísmo, embora talvez ainda seja o ponto de vista dominante na academia americana, é uma filosofia em retirada.
Em artigo recente, o filósofo Quentin Smith, da Universidade de Western Michigan, lamenta o que ele chama de "dessecularização da academia que evoluiu na filosofia desde os fins da década de 1960". Ele reclama sobre a passividade dos naturalistas em face da onda dos "teístas inteligentes e talentosos que estão entrando na academia atualmente". Smith conclui: "Deus não está 'morto' na academia; ele retornou à vida no final da década de 1960 e agora está vivo e passa bem em sua última fortaleza acadêmica, os departamentos de filosofia".
O renascimento da filosofia cristã tem sido acompanhado por um ressurgimento do interesse na teologia natural, o ramo da teologia que procura provar a existência de Deus sem recorrer à revelação divina. O objetivo da teologia natural é justificar uma cosmovisão teísta ampla, uma que seja comum a cristãos, judeus, muçulmanos e deístas. Enquanto poucos os chamariam de provas irresistíveis, todos os tradicionais argumentos para a existência de Deus, sem mencionar alguns novos argumentos criativos, encontram articulados defensores atualmente.

Os argumentos

Em primeiro lugar, vamos fazer um rápido passeio por alguns dos argumentos atuais da teologia natural. Vamos conhecê-los em suas formas condensadas. Isto tem a vantagem de tornar a lógica dos argumentos bem clara. As estruturas dos argumentos poderão, então, ser desenvolvidas mediante discussão mais completa. Uma segunda questão crucial — sobre qual a utilidade de um argumento racional em nossa era supostamente pós-moderna — será analisada na próxima seção.
O argumento cosmológico. Versões deste argumento são defendidas por Alexander Pruss, Timothy O'Connor, Stephen Davis, Robert Koons e Richard Swinburne, entre outros. Uma formulação simples do argumento é:
1. Tudo o que existe tem uma explicação para sua existência (seja na necessidade de sua própria natureza ou em uma causa externa).
2. Se o universo tem uma explicação para a sua existência, esta explicação é Deus.
3. O universo existe.
4. Logo, a explicação para a existência do universo é Deus.
Este argumento é logicamente válido. Então, a única questão é a veracidade das premissas. A premissa (3) é inegável para qualquer um que busque sinceramente a verdade; logo, a questão está nas premissas (1) e (2).
A premissa (1) parece bastante plausível. Imagine que você esteja andando pela floresta e encontre uma bola translúcida parada no chão. Você iria achar bastante bizarra a afirmação de que a bola apenas existe sem nenhuma explicação. E aumentar o tamanho da bola, até que ela se torne do tamanho do cosmos, não iria servir para eliminar a necessidade de uma explicação para sua existência.
A premissa (2) pode parecer controversa, em princípio, mas ela é de fato idêntica à declaração ateísta usual de que, se Deus não existe, então o universo não tem uma explicação para sua própria existência. Além disso, (2) é bastante plausível por seu próprio mérito. Pois uma causa externa para o universo precisa estar além do espaço e do tempo e, portanto, não pode ser física ou material. Ora, há apenas duas classes de objetos que se adéquam a esta descrição: objetos abstratos, como números, ou uma mente inteligente. Mas objetos abstratos são causalmente impotentes. O número 7, por exemplo, não pode causar nada. Portanto, conclui-se que a explicação para o universo é uma mente externa, transcendente e pessoal que criou o universo — o que a maioria das pessoas tradicionalmente tem chamado de "Deus".
O argumento cosmológico kalam. Esta versão do argumento tem uma rica herança islâmica. Stuart Hackett, David Oderberg, Mark Nowack e eu temos defendido o argumento kalam. Sua formulação é simples:
1. Tudo que começa a existir tem uma causa.
2. O universo começou a existir.
3. Logo, o universo tem uma causa.
A premissa (1) certamente parece mais plausível que sua negação. A idéia de que as coisas possam surgir sem uma causa é pior do que mágica. No entanto, é extraordinário como tantos não-teístas, devido à força da evidência para a premissa (2), têm negado (1), ao invés de concordar com a conclusão do argumento.
Os ateus têm tradicionalmente negado (2) em favor de um universo eterno. Mas existem boas razões, filosóficas e científicas, para duvidar de que o universo não teve um início. Filosoficamente, a idéia de um passado infinito parece absurda. Se o universo nunca teve um início, então o número de eventos passados na história do universo é infinito. Esta não apenas é uma idéia paradoxal, mas também levanta o problema: como poderia o evento presente ter alguma vez chegado se um número infinito de eventos anteriores deve ter transcorrido antes?
Além disso, uma série extraordinária de descobertas na astronomia e na astrofísica durante o último século tem soprado nova vida no argumento cosmológico kalam. Agora, possuímos evidências razoavelmente fortes de que o universo não é eterno no passado, mas teve início absoluto há 13,7 bilhões de anos em um evento cataclísmico conhecido como o Big Bang [Grande Explosão].
O Big Bang é tão extraordinário porque ele representa a origem do universo a partir de literalmente nada. Pois toda a matéria e energia, e até mesmo os próprios espaço físico e tempo, vieram a existir no Big Bang. Enquanto alguns cosmologistas têm tentado criar teorias alternativas com o objetivo de evitar esse início absoluto, nenhuma dessas teorias teve sucesso na comunidade científica. De fato, em 2003, os cosmologistas Arvind Borde, Alan Guth e Alexander Vilenkin foram capazes de provar que qualquer universo que está, notavelmente, em um estado de expansão cósmica, não pode ser eterno no passado, mas deve ter possuído um início absoluto. De acordo com Vilenkin, "os cosmologistas não podem mais se esconder atrás da possibilidade de um universo eterno no passado. Não há escapatória; eles devem encarar o problema de um início cósmico". Segue-se, então, que deve haver uma causa transcendente que trouxe o universo à existência, uma causa que, como vimos, é plausivelmente atemporal, não-espacial, imaterial e pessoal.
O argumento teleológico. O antigo argumento do design [projeto] hoje continua forte como nunca, defendido em várias formas por Robin Collins, John Leslie, Paul Davies, William Dembski, Michael Denton e outros. Os defensores do movimento do Projeto Inteligente [Intelligent Design] continuam a tradição de encontrar exemplos de projeto em sistemas biológicos. Mas o destaque na discussão está no recém descoberto extraordinário ajuste preciso [fine-tuning] do cosmos para a vida. Este ajuste preciso é de dois tipos. Primeiramente, quando as leis da natureza são expressas como equações matemáticas, elas contêm certas constantes, como a constante gravitacional. Os valores matemáticos dessas constantes não são determinados pelas leis da natureza. Segundo, existem certas quantidades arbitrárias que são simplesmente partes das condições iniciais do universo — por exemplo, a quantidade de entropia no universo.
Estas constantes e quantidades incidem em um conjunto extraordinariamente limitado de valores que permitem a vida. Se tais constantes e quantidades fossem alteradas por menos que a espessura de um fio de cabelo, o equilíbrio que permite a vida seria destruído, e a vida não existiria.
Destarte, pode-se argumentar:
1. O ajuste preciso do universo é resultado da necessidade física, ou do acaso ou do design.
2. Ele não é resultado da necessidade física e nem do acaso.
3. Logo, ele é resultado do design.
A premissa (1) simplesmente apresenta as opções existentes para explicar o ajuste preciso. A premissa principal, portanto, é (2). A primeira alternativa, necessidade física, afirma que as constantes e as quantidades devem ter o valor que possuem. Esta alternativa é pouco recomendável. As leis da natureza são consistentes com uma ampla gama de valores para as constantes e quantidades. Por exemplo, atualmente, a candidata com melhor potencial para se tornar a teoria unificada da física, a teoria das supercordas ou "Teoria-M", permite um "cenário cósmico" de cerca de 10500 possíveis diferentes universos governados pelas leis da natureza, e apenas uma proporção infinitesimal deles pode sustentar a vida.
Com relação ao acaso, os teóricos contemporâneos reconhecem cada vez mais que as probabilidades contra a sintonia fina são simplesmente insuperáveis, a menos que se esteja preparado para abraçar a hipótese especulativa de que o nosso universo é apenas um membro de um agrupamento infinito e aleatoriamente ordenado de universos (i.e., o multiverso). Nesse agrupamento de mundos, cada mundo fisicamente possível é concretizado, e obviamente nós podemos observar apenas o mundo onde as constantes e quantidades são consistentes com a nossa existência. É aqui que o debate esquenta, atualmente. Físicos como Roger Penrose, da Universidade de Oxford, lançam poderosos argumentos contra qualquer apelo a um multiverso como opção para se explicar o ajuste preciso.
O argumento moral. Um número de eticistas como Robert Adams, William Alston, Mark Linville, Paul Copan, John Hare, Stephen Evans e outros tem defendido teorias de ética do "comando divino", que sustentam diversos argumentos morais para a existência de Deus. Por exemplo, um desses argumentos é:
1. Se Deus não existe, valores morais e obrigações objetivos não existem.
2. Valores morais e obrigações objetivos existem.
3. Logo, Deus existe.
Valores morais e obrigações objetivos possuem o significado de valores e obrigações que são válidos e obrigatórios, independentemente da opinião humana. Um bom número de ateus e teístas igualmente concordam com a premissa (1). Dada uma cosmovisão naturalista, seres humanos são apenas animais, e as atividades que denominamos assassinato, tortura e estupro são naturais e moralmente neutras, amorais, no reino animal. Além disso, se não há ninguém para ordenar ou proibir certas ações, como podemos ter obrigações ou proibições morais?
A premissa (2) parece ser mais contestável, mas provavelmente será uma surpresa para a maioria dos leigos saber que (2) é amplamente aceita entre os filósofos. Pois qualquer argumento contra uma moral objetiva tende a ser baseado em premissas que são menos evidentes do que a realidade dos valores morais em si, como apreendidos na nossa experiência moral. A maioria dos filósofos, portanto, reconhece distinções morais objetivas.
Os não-teístas irão tipicamente se opor ao argumento moral com um dilema: algo é bom porque Deus o deseja, ou Deus deseja algo porque esse algo é bom? A primeira alternativa torna o bem e o mal arbitrários, enquanto a segunda torna o bem independente de Deus. Felizmente, o dilema é falso. Os teístas têm tradicionalmente abraçado uma terceira alternativa: Deus deseja algo porque Ele é bom. Isto é, o que Platão chamou de "o Bem" é a natureza moral de Deus em si. Deus é, por natureza, amoroso, bom, imparcial e assim por diante. Ele é o paradigma da bondade. Portanto, o bem não é independente de Deus.
Além disso, os mandamentos de Deus são uma expressão necessária de sua natureza. Suas ordens para nós, portanto, não são arbitrários, mas são reflexões necessárias de seu caráter. Isto nos dá uma fundação adequada para a afirmação de valores morais e obrigações objetivos.
O argumento ontológico. O famoso argumento de Anselmo foi reformulado e defendido por Alvin Plantinga, Robert Maydole, Brian Leftow e outros. Deus, observa Anselmo, é por definição o maior ser concebível. Se você pudesse conceber algo maior do que Deus, então isso seria Deus. Portanto, Deus é o maior ser concebível, um ser maximamente grande. Então, como seria tal ser? Ele seria todo-poderoso, onisciente e todo-bondoso, e iria existir em todos os mundos logicamente possíveis. Então, pode-se argumentar:
1. É possível que um ser maximamente grande (Deus) exista.
2. Se é possível que um ser maximamente grande exista, então um ser maximamente grande existe em algum mundo possível.
3. Se um ser maximamente grande existe em algum mundo possível, então ele existe em todos os mundos possíveis.
4. Se um ser maximamente grande existe em todos os mundos possíveis, então ele existe no mundo real.
5. Logo, um ser maximamente grande existe no mundo real.
6. Logo, um ser maximamente grande existe.
7. Logo, Deus existe.
Pode ser uma surpresa saber que os passos 2-7 deste argumento são relativamente incontroversos. A maioria dos filósofos concordaria que se a existência de Deus é até mesmo possível, então ele deve existir. Então a única questão é: a existência de Deus é possível? O ateu deve sustentar a impossibilidade da existência de Deus. Ele deve dizer que o conceito de Deus é incoerente, como o conceito de um solteiro casado ou um quadrado redondo. Mas o problema é que o conceito de Deus não parece ser incoerente desta maneira. A idéia de um ser que é todo-poderoso, onisciente e todo-bondoso em qualquer mundo possível parece perfeitamente coerente. E na medida em que a existência de Deus é até mesmo possível, conclui-se que Deus deve existir.

Por que se importar?

É claro que existem réplicas e tréplicas a todos estes argumentos, e ninguém imagina que um consenso será alcançado. De fato, após um período de passividade, existem atualmente sinais de que o gigante adormecido do ateísmo foi despertado de seu sono dogmático e está de volta à luta. J. Howard Sobel e Graham Oppy escreveram grossos livros acadêmicos criticando os argumentos da teologia natural e a Editora da Universidade de Cambridge [Cambridge University Press] lançou seu Companion to Atheism (Guia ao Ateísmo), no ano passado. De qualquer forma, a própria presença do debate na academia é um sinal em si mesmo de quão saudável e vibrante é a cosmovisão teísta, atualmente.
Apesar de tudo, alguns podem pensar que o ressurgimento da teologia natural em nossos tempos é apenas muito trabalho perdido. Não vivemos em uma cultura pós-moderna na qual apelos a tais argumentos apologéticos não são mais eficazes? Argumentos racionais a favor da verdade do teísmo supostamente não devem mais funcionar. Alguns cristãos, portanto, advertem que deveríamos apenas compartilhar nossas narrativas e convidar as pessoas a participarem dela.
Este tipo de pensamento é culpado de um desastroso diagnóstico equivocado da cultura contemporânea. A ideia de que vivemos em uma cultura pós-moderna é um mito. De fato, uma cultura pós-moderna é uma impossibilidade; ela, absolutamente, não permitiria a vida. As pessoas não são relativistas quando se trata de assuntos como a ciência, a engenharia e a tecnologia. Ao invés disso, elas são relativistas e pluralistas em matérias de religião e ética. Mas, é claro, isso não é pós-modernismo; isso é modernismo! É apenas o velho verificacionismo, que sustenta que tudo o que você não pode provar com seus cinco sentidos se trata de matéria de gosto pessoal. Nós vivemos em uma cultura que se mantém profundamente modernista.
De outra forma, como poderíamos entender a popularidade do Novo Ateísmo? Dawkins e companhia são inerentemente modernistas e até mesmo cientificistas em suas abordagens. De acordo com a leitura pós-modernista da cultura contemporânea, seus livros deveriam cair como água na pedra. Ao invés disso, as pessoas devoram esses livros avidamente, convencidas de que a crença religiosa é tolice.
Visto sob esta luz, adaptar o evangelho para uma cultura pós-modernista é agir em prol do fracasso. Ao deixar de lado nossas melhores armas da lógica e da evidência, nós garantimos o triunfo do modernismo sobre nós. Se a igreja adotar esse plano de ação, as conseqüências para a próxima geração serão catastróficas. O Cristianismo será reduzido a nada, senão outra voz na cacofonia de vozes em competição, cada uma compartilhando sua própria narrativa e nenhuma recomendando a si mesma como a verdade objetiva acerca da realidade. Enquanto isso, o naturalismo científico continuará a moldar nossa visão cultural de como o mundo realmente funciona.
Uma teologia natural robusta pode muito bem ser necessária para o evangelho ser efetivamente ouvido na sociedade ocidental de hoje. Em geral, a cultura ocidental é profundamente pós-cristã. É produto do Iluminismo, que introduziu na cultura europeia o fermento do secularismo que tem permeado a sociedade ocidental até hoje. Enquanto a maioria dos pensadores iluministas originais era de teístas, a maioria dos intelectuais ocidentais atualmente não considera mais o conhecimento teológico como possível. A pessoa que seguir a busca pela razão com firmeza, até o fim, será ateísta ou, no melhor dos casos, agnóstica.
Entender apropriadamente nossa cultura é importante porque o evangelho nunca é ouvido em isolamento. É sempre ouvido dentro do pano de fundo do ambiente cultural contemporâneo. Uma pessoa que cresce em um ambiente cultural no qual o Cristianismo é visto como uma opção intelectualmente viável irá apresentar abertura ao evangelho. Mas tanto faz pedir para o secularista acreditar em fadas, duendes ou em Jesus Cristo!
Cristãos que depreciam a teologia natural porque "ninguém vem à fé através de argumentos intelectuais" são, portanto, tragicamente míopes. Pois o valor da teologia natural vai muito além dos contatos evangelísticos imediatos de alguma pessoa. É tarefa mais ampla da apologética cristã, inclusive da teologia natural, ajudar a criar e manter um ambiente cultural em que o evangelho possa ser ouvido como uma opção intelectualmente viável para o homem e a mulher pensantes. Desta forma, isto fornece a permissão intelectual para as pessoas crerem quando seus corações forem tocados. À medida que avançamos no século XXI, eu antecipo que a teologia natural será uma preparação crescentemente vital e relevante para que as pessoas recebam o evangelho.

Bibliografia
Obras de estudiosos citados
Adams, Robert. Finite and Infinite Goods. Oxford: Oxford University Press, 2000.
Alston, William. "What Euthyphro Should Have Said". In Philosophy of Religion: a Reader and Guide, pp. 283-98. Ed. Wm. L. Craig. New Brunswick, N. J.: Rutgers University Press, 2002.
Collins, Robin. The Well-Tempered Universe (no prelo).
Copan, Paul. "God, Naturalism, and the Foundations of Morality". In The Future of Atheism: Alister McGrath and Daniel Dennett in Dialogue. Ed. R. Stewart. Minneapolis: Fortress Press, 2008.
Craig, William Lane. The Kalam Cosmological Argument. Ed. Reimp.. Eugene, Ore.: Wipf & Stock, 2001.
Davies, Paul. Cosmic Jackpot. Boston: Houghton Mifflin, 2007.
Davis, Stephen T. God, Reason, and Theistic Proofs. Reason and Religion. Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1997.
Dembski, William. The Design Revolution. Downers Grove, Ill.: Inter-Varsity, 2004.
Denton, Michael. Nature's Destiny: How the Laws of Biology Reveal Purpose in the Universe. Nova Iorque: Free Press, 1998.
Evans, C. Stephen. Kierkegaard's Ethic of Love: Divine Commands and Moral Obligations. Oxford: Oxford University Press, 2004.
Hackett, Stuart. The Resurrection of Theism. Ed. Reimp. Grand Rapids: Baker, 1982.
Hare, John. "Is Moral Goodness without Belief in God Rationally Stable?" In God and Ethics: A Contemporary Debate. Ed. Nathan King and Robert Garcia. Lanham, Md.: Rowman & Littlefield, 2008.
Koons, Robert. "A New Look at the Cosmological Argument". American Philosophical Quarterly 34 (1997): 193-211.
Leftow, Brian. "The Ontological Argument". In The Oxford Handbook for Philosophy of Religion, pp. 80-115.Ed. Wm. J. Wainwright. Oxford University Press, 2005.
Leslie, John. Universes. London: Routledge, 1989.
Linville, Mark. "The Moral Argument". In Blackwell Companion to Natural Theology. Ed. Wm. L. Craig and J. P. Moreland. Oxford: Blackwell.
Martin, Michael, ed. The Cambridge Companion to Atheism. Cambridge Companions to Philosophy. Cambridge: Cambridge University Press, 2007.
Maydole, Robert. "A Modal Model for Proving the Existence of God". American Philosophical Quarterly 17 (1980): 135-42.
Nowacki, Mark. The Kalam Cosmological Argument for God. Studies in Analytic Philosophy. Amherst, N.Y.: Prometheus Books, 2007.
O'Connor, Timothy. Theism and Ultimate Explanation: The Necessary Shape of Contingency. Oxford: Blackwell, 2008.
Oderberg, David. "Traversal of the Infinite, the 'Big Bang,' and the Kalam Cosmological Argument". Philosophia Christi 4 (2002): 303-34.
Oppy, Graham. Arguing about Gods. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.
Plantinga, Alvin. The Nature of Necessity. Oxford: Clarendon, 1974.
Pruss, Alexander. The Principle of Sufficient Reason: A Reassessment. Cambridge Studies in Philosophy. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.
Sobel, Jordan Howard. Logic and Theism: Arguments for and against Beliefs in God. Cambridge: Cambridge University Press, 2004.
Swinburne, Richard. The Existence of God. Ed. rev. Oxford: Clarendon, 2004 [publicado em português de Portugal como: Será que Deus existe? (Lisboa: Gradiva, 1998)].

Obras de nível introdutório
Boa, Kenneth and Bowman, Robert. Twenty Compelling Evidences that God Exists. Tulsa, Ok. River Oak, 2002.
Craig, William Lane. God, Are You There? Atlanta: RZIM, 1999.
Strobel, Lee. The Case for a Creator. Grand Rapids: Zondervan, 2004.

© William Lane Craig

Erros e Falácias de Richard Dawkins no debate com Craig: um resumo –parte I

segunda-feira, 14 de novembro de 2011


image


Bom, como o Richard "estou fugindo com um grande borrão nas calças" Dawkins não aceitou ser respondido pelo Dr. William Craig, então posto aqui uma excelente "quase seria" querela entre os dois.


Fiquei de fazer aqui uma análise crítica do discurso de Richard Dawkins no “debate-diálogo” com William Lane Craig e outros teístas e ateus postado por mim na última semana.
Usarei, então, esse post para isso. Mas peço desculpas para os meus leitores antecipadamente, pois Dawkins é tão falacioso que é difícil pegar todos seus erros. Faço aqui apenas um resumo, bem menor que aquele feito pelo comentarista Pato Lógico nesse blog, por exemplo, mas tentando abordar todas as suas principais fraudes.
Se você quiser acompanhar, aí vão os links das três partes do debate, com legendas, siga os links abaixo. Volto depois de cada vídeo com os comentários.
  • Parte I:

Meus comentários:
Dawkins começa com uma história anedótica sobre Peter Atkins (aquele mesmo que levou uma surra do Craig – confira no site Deus em Debate) em um castelo da monarquia britânica dizendo que “Questões de significado são só perguntas tolas”.  Para esse comentário ser válido, então a premissa “(b) o Universo não tem propósito”, apresentada por Craig, deve ser verdadeira. Ora, se a vida e o Universo não tem um planejamento, então, realmente, questões de significado são tolas. Não há o que se falar em significado em um realidade cega e indiferente.
Mas para (b) ser verdadeiro, então seu antecedente “(a) Deus não existe” deve ser DEMONSTRADO como verdadeiro. E Dawkins faz isso em algum momento? Não. Ele só deu sua opinião pessoal que são tolas e depositou fé na ciência. Falo mais sobre isso em seguida.
A próxima parte do diálogo é constituída de um relato sobre crianças e procure por sentido nas coisas (se eu não estiver errado, ele retirou essa parte do seu livro Deus, um Delírio). Ele diz que “Crianças naturalmente buscam por sentido” e que “Ao que parece, alguns não crescem”. Aqui, Richard Dawkins usou a estratégia de intimidação “Ateus São Fortes, Teístas são Fracos”. Ela funciona na seguinte estrutura: o ateu é descrito como um John Wayne durão, um ser superior sentado no seu cavalo, olhando para os seres inferiores pateticamente desesperados e não evoluídos tentando fugir da ordem da realidade…. Enquanto o teísta é descrito como o bebezinho chorão e frágil que precisa ficar escondido na saia da mamãe e não consegue “crescer” de maneira alguma. Fraude pura, é claro. É apenas uma descrição psicologicamente reconfortante… para o ateu. Essa técnica é facilmente reversível: o ateu precisa se rebelar e achar alguma coisa para se destacar e se sentir especial. Então cria uma auto-imagem de “representante da ciência” e “eu aguento a realidade”. Ele não quer lidar com as pressões morais que implicam o cristianismo, de ter deveres e ter que responder por suas ações. O pensamento íntimo do ateu é “Quero adulterar, mas não quero “viver com culpa”, não aguentaria isso” – enquanto o teísta reconhece esses valores e aguenta viver sobre eles, olhando para os seres inferiores pateticamente desesperados tentando fugir da ordem da realidade…
Entederam? Isso não diz NADA sobre Deus existir ou não. Leia mais sobre o assunto no link acima.
Ainda há o conceito de “naturalmente procuramos sentido”. Essa é a falácia genética. Não se julga o valor de verdade de uma crença pela motivação ou modo de como ela se origina. Mesmo que estejamos predispostos a procurar sentido… isso não significa absolutamente NADA! Ainda pode ser o caso de Deus existir. A verdade objetiva da realidade independe dos estados mentais que a produzem. Espere: na verdade, significa sim. A ladainha de que “todos nascem ateus” ou que “a religião é uma violência imposta” vai por água abaixo, aceitando essa informação. Se o ser humano naturalmente procura respostas de significado (que a religião dá) então todos nascemos inclinados ao teísmo e a religião é uma demanda natural do homem. Logo, as reclamações neo-ateístas nesse campo são falsas. Obrigado, Dawkins!
Em seguida, Richard Dawkins começa a citar vários exemplos de sentido que eram atribuidos por alguns teístas. Se houve alguma argumentação aqui, então houve a falácia do Ampliação Indevida. Não segue que do fato deles estarem errados que o o sentido no Universo não exista (o que se deve fazer discutindo a existência de Deus, que não é refutada por meia dúzia de erros metodológicos de outras pessoas).
Depois, ele cita Darwin, para dizer que foi possível descobrir que não havia design intencional no que parecia existir. Mas isso nem de longe invalida o argumento do design. O que ele faz aqui é um mero pedido de “não percam as esperanças de que achemos para a física uma explicação tão boa para quanto a biologia”. Ele faz um espantalho dizendo que os teístas sentam e dizem “Não sabemos, então foi Deus que fez”.
Isso é mentira. O argumento do design ou Fine-Tunning é um argumento DEDUTIVO (“X é por A,B,C –> Não é por A e B –> Então é por C”), não uma mera teoria explanatória (“temos A –> a melhor hipótese para isso é B”). Para negá-lo, é preciso negar uma das premissas ou dizer que a conclusão não deriva das premissas. Em segundo lugar, o argumento não menciona “Deus”. Ele analisa os fatores e conclui dedutivamente que, não sendo a explicação nem por chance nem por necessidade física, é planejamento. E o planejador é correspondente ao padrão que temos de Deus.
Outro erro de Dawkins é que ele parece achar que se existe a possibilidade de Deus não ser o designer, então Deus não existe. Non-sense, pois (a) existem outros argumentos a favor da existência de Deus (poderiamos ter aí um argumento moral, por exemplo) e (b) ausência de evidências não é evidência de ausência. Mesmo que seja provado algum dia que Deus não é o designer do Universo, isso não leva a conclusão de sua inexistência e ainda poderiamos encontrar um sentido para nossa existência na pessoa Dele..
Sua frase final foi “Se a Ciência não puder responder, porque devemos achar que a religião conseguiria?”. Primeiro, a alçada principal da religião é relacionar Deus com o homem, não desenvolver teorias científicas. Segundo, esses argumentos do início do Universo e do Fine Tunning são analisados na esfera filosófica – não são um carteiraço “a religião disse que foi assim, então foi”.
Em toda parte I, Dawkins não conseguiu um acerto sequer. Seguimos em frente.
****
[A análise continuará no próximo post, que será publicado dentro de algumas horas]

Fonte: http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2010/11/

"Deus é um delírio": o dr. William Craig responde as alegações do livro de Richard "não está aqui" Dawkins

terça-feira, 8 de novembro de 2011



Richard Dawkins foi convidado pela União Cristã Estudantil de Oxford para defender o seu livro "Deus: um delírio", no debate público com o dr. William Craig. O convite permaneceu aberto até o último minuto. Contudo, Dawkins recusou o desafio e a sua cadeira permaneceu vazia. Craig então deu uma conferência a um grande público sobre a fraqueza dos argumentos centrais do livro e respondeu a um grupo de acadêmicos. O evento, que foi presidido pelo professor ateísta Peter Millican, foi parte da turnê da equipe do Reasonable Faith de 2011, patrocinado pela UCCF, Damaris & Premier Christian Radio.

Debate na Inglaterra: Bill Craig e Peter Williams X Andrew Copson e Arif Ahmed

domingo, 23 de outubro de 2011



http://reasonablefaith.org - William Lane Craig e Peter S. Williams venceram por uma pequena margem de 14 votos em seu debate com Andrew Copson e Ahmed Arif. Embora esta margem seja pequena, o que é significativo é que a Cambridge Union Society tende a favorecer e votar para o lado ateu.

William Craig e Peter Williams são filósofos cristãos e Ahmed (professor de filosofia em Cambridge) e Copson (diretor da Associação de Humanistas Britânicos) são ateus.

O debate ocorreu em 20/11 com o tema "Esta casa não acredita que Deus é um delírio",  na Cambridge Union Society, uma associação de ateus e humanistas.
Copson alegou que Craig só "ganhava" debates porque debatia na presença de um grande público em grande parte constituído de cristãos (apesar de que 90% dos debates de Craig foram realizados em universidades seculares). O que Copson deixou de mencionar é que o debate foi equilibrado (2 x 2) e a Cambridge Union Society dificilmente pode ser chamada de uma instituição "cristã".:)

É isso. Enquanto que no Brasil muitos dos assuntos corriqueiros e populares continuam sendo as mazelas políticas, futebol, bebidas, mulheres, futebol, irreligião e vídeos de neo ateus adolescentes-que-procuram-qualquer-papo-furado-para-denegrir-a-fé-cristã no Youtube e que entendem tanto de filosofia ou ciência avançada quanto o Maluf de honestidade e usando crentes toscos ("pastores" da Universal e outros neopentecas contra a fé cristã), no mundo acadêmico os assuntos são bem realizados, com demonstrações claras e expositivas de que a fé cristã não é o "bicho-papão" que muitos neo ateus filósofos de butequim imaginam.


Mais sobre Andrew Copson aqui: http://www.youtube.com/watch?v=zhu2ukFHjWY

Sessão "amarelou": Richard Dawkins foge dos debates com Craig

segunda-feira, 17 de outubro de 2011



O dr. William Craig, eminente filósofo cristão, está no Reino Unido em uma turnê pelo Reasonable Faith para debater com acadêmicos ingleses de Oxford e Cambridge. Mas, adivinhem: Dawkins até agora não aceitou debater com Craig. Nota: não foi Craig que pediu esses debates mas sim associações de ateus e humanistas ingleses!
Há meses que um por um dos líderes humanistas ingleses, a começar pela Toynbee, declinaram de debater com teístas. Depois veio A. C. Grayling, o que dá acessoria filosófica ao Dawkins. Ele foi o segundo que, como a "magia da realidade" de Dawkins, desapareceu do lume.
Dawkins, como aparentemente só se sente bem quando há pares ateístas no palco, acha-se à vontade para dizer que "está ocupado" mas tem grande tempo em ofender os teístas, particularmente o dr. Craig. Dawkins, enquanto isso, se autopromove fazendo propaganda de seu novo livro para doutrinação atéia de crianças e vendendo bibelôs ateus em seu site.

Para saber mais:

http://reasonablefaith.org

http://www.youtube.com/watch?v=yDDdUK6qQpA&feature=player_embedded

Os Ateus Perderam a Cabeça?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tradução: Eliel Vieira
Questão 1:
Caro Professor Craig,
Eu sou um ateu que admira seus debates e argumentos, mas tenho observado uma tendência no meu lado da discussão sobre a qual eu gostaria de lhe perguntar.
Me parece que os ateus populares de hoje em dia, como Richard Dawkins, Daniel Dennett, Christopher Hitchens e Sam Harris, não aprensentam argumentos sólidos (ou ao menos válidos) da forma como um filósofo como você (ou um filósofo em treinamento como eu) gostaria de ver. Eu sei que estes argumentos existiam com os ateus no passado (como Mackey, Russell e Hume), mas eu não sei porque os ateus populares (ou outros ateus em geral) atualmente não empregam tal argumentação em debates recentes.
Alguém poderia dizer que os ateus populares de hoje em dia simplesmente não têm o treinamento filosófico para ser como elaborar argumentos válidos e sólidos, mas isto é falso, uma vez que Dennett é um filósofo. No caso de Dennett, ele se recusa a abordar os argumentos tradicionais contra e a favor da existência de Deus e simplesmente se interessa nos mecanismos evolucionários por trás da crença religiosa.
Eu reconheço que existem ateus filosoficamente sofisticados atualmente (Quentin Smith, que você conhece, é um exemplo), mas por que eles não estão nos holofotes?
Com sua experiência em debates e discussões, o que você atribui como causa disto? Eu não acho que a posição ateísta é implausível (mesmo que ela possa ser falsa), então eu não espero que você afirme que o ateísmo está falido. Mas se você não responder assim, qual pode ser a causa para isto?
Sinceramente,
Arash
Questão 2:
Eu tenho praticado apologetica cristã na internet pelos últimos dez anos. Eu tenho o grau de Mestre pela Perkins School of Theology e eu estava me doutorando em História de Ideias, mas fui forçado a abandonar meus estudos devido a uma tragédia familiar.
Eu também já hospedei vários fóruns de discussão e tenho feito isto desde 1999. Eu tenho ficado cada vez mais frustrado e irritado com a natureza da mentalidade ateísta nestes fóruns. Não era como é hoje quando eu descobri estes fóruns pela primeira vez. Era até divertido antes. Eu extraía o melhor deles em toda discussão. Eles gostavam de mim e apreciavam meu conhecimento e o que eu tinha aprendido.
Isto não é sobre mim. Eu não faço isto para vencer argumentos. Mas isto é uma medida sobre como as coisas mudaram. Atualmente eu sou considerado um total idiota na rede. Isto não é porque meus argumentos de repente se tornaram ruins, é porque os ateus perceberam que eles podiam parar de debater as questões e começassem a debater sobre mim. Agora todo o processo de postar em fóruns está fechado para mim. Eu não posso ir a nenhum fórum de discussão sem que os ateus comessem a me ridicularizar. Eles se recusam a ouvir os argumentos. Eles tentam encontrar qualquer tipo de linha fora da costura em cada frase que eu digo.
Como um membro da comunidade apologética na rede, eu estou muito preocupado com isto. Essencialmente os fóruns virtuais deixaram de ser uma ferramenta para apologética ou evangelismo. Os ateus demonstram mais e mais ódio com o passar do tempo. No próprio fórum do seu site hoje um ateu ridicularizou tudo o que eu disse, embora ele não tenha entendido nenhuma palavra do que foi dito, e então ele anunciou que os cristãos não são dignos de respeito.
Eu acredito que a comunidade de apologistas na rede precisa se unir se quiser mudar este quadro. Precisamos começar a banir pessoas que insultarem a fé cristã. Como qualquer fanfarrão, eles sempre se conterão se nós nos posicionarmos em relação ao que estão fazendo. Eles se tornam mais abusivos se você tentar ser gentil com eles.
Eu acredito que nós devemos começar a aplicar vigorosamente regras que proíbam que eles caluniem os cristãos e nossa fé. Quase todos os fóruns têm regras que proíbem o abuso, mas nenhum aplica estas regras contra as poucas atitudes caluniosas dos ateus. Nós precisamos começar a fazer isto. Nós não estaremos perdendo nada se expulsarmos algumas pessoas pelo fato delas fazerem o Evangelho parecer motivo de chacota aos demais.
Eu espero que você considere o que eu disse. Eu também estou aberto a sugestões sobre como proceder.
Sinceramente, em Cristo,
Joe


Resposta do Dr. Craig:
Eu fiquei fascinado com a concordância destas duas cartas, uma de um ateu e outra de um cristão, sobre o tom grosseiro que predomina entre o nível popular dos ateus atualmente. Eu compartilho estas cartas pelo seu interesse intrínseco e não por ter algum insight especial que eu possa oferecer sobre as razões desta mudança.
Eu concordo com você, Arash, que o ateísmo não é uma cosmovisão implausível e que, portanto, a pobreza da argumentação ateísta não pode ser devida à falência do próprio ateísmo. Com minha experiência, esta pobreza parece ser devida à simples ignorância da literatura.
Os acadêmicos tendem a concentrar seus esforços em suas respectivas áreas de especialização e a permanecer ignorantes em relação a assuntos – especialmente em assuntos nos quais eles tem pouco interesse – que estão fora de seus campos escolhidos. Quando eles vão comentar sobre tópicos fora de suas áreas de especialização, as opiniões de grandes cientistas, filósofos e outros acadêmicos não carregam mais peso do que o que algum leigo diz – na verdade, nestes assuntos eles próprios são leigos. Como resultado de debates com pesquisadores não-teístas ao longo dos anos, eu tenho ficado impressionado com a incrível ignorância que alguns estudiosos brilhantes têm em relação à teologia e filosofia da religião.
Permita-me dar alguns exemplos. Meu amigo Quentin Smith, que você mencionou, alguns anos atrás, sem rodeios, taxou o argumento de Stephen Hawking contra Deus em Uma Breve História do Tempo como “o pior argumento ateísta na história do pensamento ocidental.”[1] Com a publicação do “argumento central” de Richard Dawkins em seu livro Deus, um delírio, que eu já critiquei em outro lugar, chegou o tempo, eu acho, de aliviar Hawking deste peso e reconhecer o acesso de Dawkins ao trono. Alguns anos atrás eu ouvi uma palestra do físico vencedor do Prêmio Nobel Steven Weinberg na conferência The Nature of Nature na Baylor University. Eu fiquei chocado em ouvir pouco mais do que o discurso irado de um ateu tribal. Mesmo filósofos que não estão especializados em filosofia da religião podem perder o rumo quando falam fora de sua área de especialização em filosofia. Uma vez que você mencionou Dennett, dê uma olhada na conversa que eu tive com ele no New Orleans Baptist Theological Seminary, na conferência sobre ateísmo, em 2007. Suas objeções aos argumentos teístas tradicionais eram como aqueles que você encontraria em um trabalho de graduação. Quando finalizei minha crítica, ele subiu ao pódio, fez uma pausa e então declarou, “Isto foi uma tour de force!”[2] (Na verdade, aquilo era elementar.) Assim, qual foi sua resposta? Ele basicamente disse, “Eu acho que isto mostra que se você pode inferir uma conclusão implausível a partir de um conjunto de premissas plausíveis, então você precisa apenas voltar um pouco e negar algumas destas premissas!”
Agora, se finos acadêmicos como estes estão em um nível tão raso no que se refere à filosofia da religião, imagine a situação dos popularizadores como Harris, Hitchens e semelhantes! O mesmo ocorre, Joe, em relação aos ateus que você encontra em fóruns virtuais. Você precisa ter em mente que muitos destas ateus são apenas adolescentes revoltados que não possuem treinamento acadêmico nos assuntos que eles confiadamente falam. Na falta dos meios intelectuais para debater estas questões, o único recurso deles é o ridículo e o sarcasmo.
O que estes popularizadores não entendem é que se eles lerem trabalhos de estudiosos não-teístas que têm trabalho em filosofia da religião, eles irão perceber que estes estudiosos não tratam o teísmo com desrespeito, nem tratam os cristãos com escárnio. Se você ler um livro como o brilhante Arguing about Gods, de Graham Oppy, por exemplo, no qual ele trabalha toda objeção concebível contra os argumentos teístas, o que você talvez não vai perceber é que no fim das contas Oppy está argumentando que não existem argumentos racionais coercivos para a existência de Deus (uma tese que a maioria dos filósofos cristãos provavelmente vai concordar!), mas também, da mesma forma, que não existem argumentos racionais coercivos contra a existência de Deus, de modo que os teístas podem estar em sua posição racional em acreditar, como o fazem. Poucas pessoas conhecidas pensariam que o desdém e a condescendência destes popularizadores em relação ao teísmo em geral, e aos cristãos em particular, é justificado.
Agora, como um filósofo cristão, eu estou apenas sentindo cócegas com esta mudança dos eventos. Lá pelos anos 30’ e 40’, durante os negros dias da fuga fundamentalista da academia, a multidão do livre-pensamento talvez estivesse justificada em virar a cara para a subcultura cristã. Eles podiam postular a si mesmos como os campeões da racionalidade e tratar os cristãos como intelectuais de segunda categoria. Agora, em contraste, a subcultura do pensamento-livre se encontra perdendo a disputa intelectual. Ela está ultrapassada com relação ao trabalho filosófico nos argumentos para a existência de Deus, fora de sintonia com o florescente diálogo entre ciência e religião que acontece atualmente, presa na velha metáfora de guerra de Andrew Dickson White, e mergulhada no criticismo bíblico do século XIX e no entendimento interpretativo mitológico sobre o Jesus histórico. Eu estou positivamente exultante sobre como a paisagem mudou!
É claro, como você reclamou, Joe, que podemos encarar arrogância e condescendência de pessoas que algumas vezes são invencivelmente ignorantes. Mas, o que você espera, então? Gaste algum tempo para meditar nos capítulos iniciais de I Coríntios. Veja quantas vezes Paulo usa as palavras “insensato” ou “louco”. Paulo diz que a mensagem do Evangelho é loucura para o mundo secular, que o homem natural sem o Espírito de Deus considera as coisas espirituais como loucura, que “Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio.” (I Co 3:18). Para seus detratores que o ofenderam, Paulo escreve, “Nós somos loucos por amor de Cristo” (I Co 4:10). Eu estou convencido que uma pessoa não estará pronta para ser usada completamente por Deus até que ela esteja disposta a engolir seu orgulho e esteja disposta a ser considerada louca pelo amor a Cristo.
É claro que não é necessário dizer que não nós não devemos ser todos ou segunda categoria em nossa academia. Devemos buscar a excelência e aceitar o chamado de Charles Malik de desafiar a academia secular em seus próprios termos. Nós devemos ser intelectualmente hábeis, estarmos aberto às suas críticas e estarmos prontos para aprender com elas. Nós podemos eventualmente cometer erros e precisarmos revisar ou abandonar nosso argumento. Mas no fim nós precisamos estar preparados para ser ridicularizados como tolos pelo amor a Cristo.
Certamente machuca quando as pessoas não apreciam você ou seu trabalho. Mas aqui nós podemos encontrar encorajamento nas palavras de Jesus, “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.” (Mt 5:11-12). Você realmente acredita nisto, Joe? Então se alegre! Não devemos ficar lamentando por nós mesmos, mas estarmos felizes de termos a honra de carregar o mesmo opróbrio que caiu sobre o Senhor.
Ao invés de nos enfurecermos com aqueles que nos ridicularizem, nós precisamos considerar a causa disto e sentir compaixão por estas almas perdidas. Estou me lembrando de uma frase que ouvi certa vez: “Eu não poderia sentir mais raiva dele do que sentiria por um cego que pisou no meu pé.”
Seu ponto sobre a ineficácia do evangelismo em fóruns virtuais é uma preocupação prática que aqueles que gastam tempo em tais fóruns precisam avaliar com seriedade. Nosso fórum no Reasonable Faith não tem o objetivo primário de servir como ferramenta de evangelismo, mas promover discussão sobre questões importantes entre qualquer pessoa que quiser participar. Minha esperança é que os cristãos se aprofundem no conhecimento da veracidade da fé cristã através de tais discussões.
Tenha em mente, também, que centenas de pessoas estão lendo sua discussão com algum ateu recalcitrante, e observando como você responde a ele. Assim como ocorre em meus debates, nem sempre o objetivo de tal discussão é convencer meu oponente, mas convencer aqueles na audiência que têm mente aberta. A sordidez e a mente fechada do seu interlocutor, em contraste com seu espírito de tolerância, podem na verdade ser um benefício para o seu caso.
Eu concordo plenamente com você em relação à necessidade de civilidade. É por isto que eu insisto em descrever nosso fórum como “discussões pacíficas e substâncivas de questões”. Mas eu não vou banir pessoas que não têm educação e maturidade. Eu simplesmente vou concordar com Chris Weaver quando ele nos adverte a simplesmente não responder tais pessoas. Vamos deixar que seus comentários sejam ignorados até que eles aprendam a como eles tratar aqueles com os quais discordam com tolerância e respeito.
Notas
[1] Quentin Smith, “The Wave Function of a Godless Universe,” in Theism, Atheism, and Big Bang Cosmology (Oxford: Clarendon Press, 1993), 322.
[2] tour de force é uma locução substantiva de origem francesa que significa grande esforço, proeza, façanha. Por extensão do significado, quer dizer: ação difícil executada com grande habilidade.

Fonte: http://feracional.net/

Os neo-ateus não são intelectualmente brilhantes

quinta-feira, 11 de agosto de 2011



Antes que algum ateu apareça dizendo que eu fico falando que cristão é mais inteligente que ateu, digo que NUNCA FALEI ISSO. Pelo contrário, o que eu vejo são ateus se gabando de serem "brilhantes" e de uma "raça superior" por não serem teístas.

Ateu de Oxford Chama Richard Dawkins de "Covarde" por Não Debater com William Lane Craig

quarta-feira, 3 de agosto de 2011



Video original: http://www.youtube.com/watch?v=RC1xgS1XGSg
Autor: (Birdieupon) http://www.youtube.com/user/Birdieupon

Será que Dawkins irá finalmente se engajar num debate acadêmico mano a mano com William Lane Craig quando ele for visitar Oxford? Parece que não, e até alguns companheiros ateus parecem pensar que ele está cometendo um grande erro.

Artigo do Telegraph:
http://www.telegraph.co.uk/news/religion/8511931/Richard-Dawkins-accused-of-c...

Schedule: http://www.premier.org.uk/craig

Tour: http://www.bethinking.org/craig

Usuário banido do RD.net por questionar Dawkins sobre Craig: http://www.youtube.com/watch?v=aYKc54E1eMg

Petição para o debate:
http://www.ipetitions.com/petition/dawkinscraigdebate/signatures

Dawkins vs Mcgrath:
http://www.youtube.com/watch?v=J4crCoBj2tA

Prof Craig: http://www.reasonablefaith.org

Prof: Dawkins: http://www.richarddawkins.net

Resposta: A moralidade cristã é psicótica e psicopática? - William Lane Craig, Legendado PT - BR

domingo, 31 de julho de 2011



Resposta ao video "A moralidade cristã é psicótica e psicopática?" (http://www.youtube.com/watch?v=5q5ARceWgJY)

Quando se assiste apenas ao discurso de um neoateu, em um debate, e se omite a resposta avassalora do oponente, pode-se dar a impressão de que o neoateu é algum tipo de exemplo de inteligência, moralidade e cultura filosófica-teológica.

O Dr Craig simplesmente trucidou a fala de Harris, mostrando sua irracionalidade, seus truques fajutos para tentar desviar o assunto do debate, e expôs seu "exemplo de moralidade" ao apelar para um Ad Hominem do mais baixo nível.

Harris não passa de mais um exemplo vergonhoso do estrago - aparentemente irreversível como toda doutrinação subversiva - que o neoateísmo pode fazer na cabeça de uma pessoa.

Um resumo de todo o debate você encontra em:
http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2011/04/09/debate-william-lane-craig-co...

O Absurdo da Vida Sem Deus - William Lane Craig

domingo, 3 de julho de 2011


Você provavelmente já deve ter ouvido muitos humanistas ateus afirmando algo como "Nós não precisamos de Deus como nossa muleta! Não podemos deixar a crença em Deus limitar o potencial humano! Livrar-se de Deus é o maior salto para do homem moderno para o pleno desenvolvimento!" Nesse vídeo, o filósofo e teólogo William Lane Craig mostra que não é possível viver de forma feliz e logicamente consistente com essa visão de mundo pois, se Deus não existe, a vida é sem significado, valor e propósito fundamentais.
Embora isso não prove que Deus existe (as evidências da existência de Deus são discutidas em outros recursos deste blog), isso nos ajuda a refletir sobre a seriedade da questão "Deus Existe?" Pois, como disse Nietzche, muitas pessoas prosseguem em seu caminho sem refletir nas terríveis consequências do ateísmo. 


Fonte: http://deusemdebate.blogspot.com/2011/01/o-absurdo-da-vida-sem-deus-william-lane.html